O barulho de bolinha de vidro no andar de cima,
me incomoda.
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quarta-feira, julho 04, 2007
terça-feira, julho 03, 2007
O amor
Você diz que ama...
eu finjo que acredito,
você me repreende,
diz que eu tenho medo...
e isso é verdade
eu finjo que acredito,
você me repreende,
diz que eu tenho medo...
e isso é verdade
Mais uma vez
Espero seu contato.
Na caixa de entrada, nenhum e mail.
Nem telefonema.
Sem notícias.
Sinto que algo aconteceu.
Não sei o que...
Você evita me deixar a par da sua vida.
Olho de novo e nenhuma mensagem,
até quando irei suportar isso?
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segunda-feira, julho 02, 2007
Diário do Grande ABC

Matéria sobre os Seminários do Lísias.
Seminários surpreendem e mantêm bom público
Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC
Foto: Edmilson Magalhães
Ao fazer um balanço dos quatro módulos dos Seminários Avançados, realizados semestralmente desde agosto de 2005, o escritor Ricardo Lísias comemora: “Alguém inventou essa história de que literatura não tem público e foram comprando”. Os debates comandados por ele atraíram 4.126 pessoas (descontado o público de sábado, no encerramento do tema Literatura Universal Contemporânea). Lísias conclui que o presente desperta interesse e os debates ganham calor quando o contexto histórico e atual é relacionado aos autores nas discussões.
Sem sacrificar a estética literária, temas enfocaram angústias da modernidade. Ao contrário da racionalidade do início do século XX, quando o progresso técnico e científico indicava um futuro promissor, chega-se ao tal futuro no século XXI à beira da irracionalidade. Aquecimento global, sociedade sitiada pela violência, guerra como arma comercial freqüentaram debates na Casa da Palavra.
"Nosso assunto era a prosa contemporânea. Mas a atualidade em discussão foi forte nesse semestre”, diz Lísias. O primeiro tema, em 2005, foi Literatura e Filosofia no Século XX; o segundo, em 2006, Pós-modernidade; no terceiro, Literatura Moderna Latino-americana. “O interesse sugere o contrário do senso geral comum, que não existe público para discutir literatura. Falta oportunidade”.
Os Seminários Avançados são uma iniciativa da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Santo André, da Escola Livre de Literatura, da Casa da Palavra e do Centro Universitário Fundação Santo André, com apoio do Diário.
Ao fazer um balanço dos quatro módulos dos Seminários Avançados, realizados semestralmente desde agosto de 2005, o escritor Ricardo Lísias comemora: “Alguém inventou essa história de que literatura não tem público e foram comprando”. Os debates comandados por ele atraíram 4.126 pessoas (descontado o público de sábado, no encerramento do tema Literatura Universal Contemporânea). Lísias conclui que o presente desperta interesse e os debates ganham calor quando o contexto histórico e atual é relacionado aos autores nas discussões.
Sem sacrificar a estética literária, temas enfocaram angústias da modernidade. Ao contrário da racionalidade do início do século XX, quando o progresso técnico e científico indicava um futuro promissor, chega-se ao tal futuro no século XXI à beira da irracionalidade. Aquecimento global, sociedade sitiada pela violência, guerra como arma comercial freqüentaram debates na Casa da Palavra.
"Nosso assunto era a prosa contemporânea. Mas a atualidade em discussão foi forte nesse semestre”, diz Lísias. O primeiro tema, em 2005, foi Literatura e Filosofia no Século XX; o segundo, em 2006, Pós-modernidade; no terceiro, Literatura Moderna Latino-americana. “O interesse sugere o contrário do senso geral comum, que não existe público para discutir literatura. Falta oportunidade”.
Os Seminários Avançados são uma iniciativa da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Santo André, da Escola Livre de Literatura, da Casa da Palavra e do Centro Universitário Fundação Santo André, com apoio do Diário.
Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC
Discussões sobre a universalidade ou individualidade dos valores humanos estimulam argumentações nos Seminários Avançados. Mas há mais. “Pretendo fazer uma reflexão (em livro ou artigo) para compreender porque há esse mito de que existe pouco público para literatura. A Casa da Palavra é um lugar público, e nos Seminários entra quem quer, não há pré-requisito”. Há universitários, vestibulandos, autodidatas, professores e curiosos. O recorde de público total num semestre é de 2005: 2,4 mil pessoas. A média de inscrições é de 185,75 por semestre, lembrando que muitos assinam presença e não voltam, e os inscritos fazem pelo menos dois ou mais encontros e têm direito a certificado final; a média de presença por seminário é de 89,25 por semana – neste semestre, os encontros foram reduzidos para quinzenais. Poucos vêm uma vez e não voltam. Esses geram histórias além dos debates. Lísias recorda algumas:
"Entrou um bêbado que sabia tudo de Glauber Rocha, mas incomodava porque eu falava e ele repetia tudo a cada três minutos. Um rapaz chamou a polícia e o bêbado falou que não precisava pois ele não era tão importante assim.”
“Uma mendiga entrou, sentou e começou a falar. Eu disse que não era hora do debate ainda e ela teria de esperar em silêncio. Ela ficou. Na hora que encerrei minha fala, ela disse que não podia ficar porque iria voar para os Estados Unidos.”
Mas a maioria é bastante interessada nas discussões. Simone Cristina Bazilho, 38 anos, auxiliar de protestos e estudante do segundo ano de Letras, mora em São Bernardo, trabalha em São Caetano e freqüenta os Seminários desde o semestre passado. “Comecei a pesquisar mais, saber de onde o autor veio. Antes só lia o livro e mais nada. Tenho outro conhecimento de mundo”.
Iracema Noêmia Farina, religiosa salesiana, vice-diretora da Fainc (Faculdades Integradas Coração de Jesus) e professora de História da Arte, vive há 30 anos em Santo André. “Freqüento todos. Gosto muito de Kafka e do Ulysses. Ficou clara a passagem do ideal romântico de modernidade para a descrença geral que é marca da pós-modernidade”.
Os interessados não vêm só do Grande ABC. Sandra Lima, jornalista e pós-graduanda em Educação pela USP, é de São Paulo e acompanha as discussões desde 2005. “Este tipo de atividade extracurricular, com periodicidade, programa detalhado, é rara em São Paulo, imagine em outras localidades. As discussões de literatura envolvem pensadores modernos e contemporâneos. Acho que deveria fazer parte de um projeto contínuo de aprimoramento dos cidadãos”.
“Perto da média existente, nossos saraus têm mais público, por exemplo, que os encontros na Casa das Rosas em São Paulo ”, afirma Beth Brait Alvim, coordenadora da Casa da Palavra. Para o semestre que vem, a primeira discussão prevista nos Seminários Avançados é sobre a literatura
Discussões sobre a universalidade ou individualidade dos valores humanos estimulam argumentações nos Seminários Avançados. Mas há mais. “Pretendo fazer uma reflexão (em livro ou artigo) para compreender porque há esse mito de que existe pouco público para literatura. A Casa da Palavra é um lugar público, e nos Seminários entra quem quer, não há pré-requisito”. Há universitários, vestibulandos, autodidatas, professores e curiosos. O recorde de público total num semestre é de 2005: 2,4 mil pessoas. A média de inscrições é de 185,75 por semestre, lembrando que muitos assinam presença e não voltam, e os inscritos fazem pelo menos dois ou mais encontros e têm direito a certificado final; a média de presença por seminário é de 89,25 por semana – neste semestre, os encontros foram reduzidos para quinzenais. Poucos vêm uma vez e não voltam. Esses geram histórias além dos debates. Lísias recorda algumas:
"Entrou um bêbado que sabia tudo de Glauber Rocha, mas incomodava porque eu falava e ele repetia tudo a cada três minutos. Um rapaz chamou a polícia e o bêbado falou que não precisava pois ele não era tão importante assim.”
“Uma mendiga entrou, sentou e começou a falar. Eu disse que não era hora do debate ainda e ela teria de esperar em silêncio. Ela ficou. Na hora que encerrei minha fala, ela disse que não podia ficar porque iria voar para os Estados Unidos.”
Mas a maioria é bastante interessada nas discussões. Simone Cristina Bazilho, 38 anos, auxiliar de protestos e estudante do segundo ano de Letras, mora em São Bernardo, trabalha em São Caetano e freqüenta os Seminários desde o semestre passado. “Comecei a pesquisar mais, saber de onde o autor veio. Antes só lia o livro e mais nada. Tenho outro conhecimento de mundo”.
Iracema Noêmia Farina, religiosa salesiana, vice-diretora da Fainc (Faculdades Integradas Coração de Jesus) e professora de História da Arte, vive há 30 anos em Santo André. “Freqüento todos. Gosto muito de Kafka e do Ulysses. Ficou clara a passagem do ideal romântico de modernidade para a descrença geral que é marca da pós-modernidade”.
Os interessados não vêm só do Grande ABC. Sandra Lima, jornalista e pós-graduanda em Educação pela USP, é de São Paulo e acompanha as discussões desde 2005. “Este tipo de atividade extracurricular, com periodicidade, programa detalhado, é rara em São Paulo, imagine em outras localidades. As discussões de literatura envolvem pensadores modernos e contemporâneos. Acho que deveria fazer parte de um projeto contínuo de aprimoramento dos cidadãos”.
“Perto da média existente, nossos saraus têm mais público, por exemplo, que os encontros na Casa das Rosas em São Paulo ”, afirma Beth Brait Alvim, coordenadora da Casa da Palavra. Para o semestre que vem, a primeira discussão prevista nos Seminários Avançados é sobre a literatura
domingo, julho 01, 2007
Escrevo
Escrevo o que sinto,
não sei mentir, ou inventar.
Não tenho frases feitas,
nem enfeito.
Apenas escrevo.
As palavras vão aparecendo,
na velocidade em que digito, ou rascunho no papel.
Não modifico nada,
não acrescento, nem diminuo.
Apenas vou sentindo,
e transmitindo...
não sei mentir, ou inventar.
Não tenho frases feitas,
nem enfeito.
Apenas escrevo.
As palavras vão aparecendo,
na velocidade em que digito, ou rascunho no papel.
Não modifico nada,
não acrescento, nem diminuo.
Apenas vou sentindo,
e transmitindo...
Mãos
sábado, junho 30, 2007
AOS QUE VIEREM DEPOIS DE NÓS

Bertolt Brecht (Tradução de Fernando Peixoto)
É verdade, eu vivo num tempo sombrio!
Uma palavra sem malícia é sinal de tolice.
Uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ri
Ainda não recebeu a terrível notícia.
Que tempos são esses, quando
Falar sobre árvores é quase um crime
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que atravessa a rua tranqüilo
Já está inacessível aos amigos
Que passam necessidades?
É verdade: eu ainda ganho bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso.
Nada do que faço
Me dá o direito de comer quando tenho fome.
Estou sendo poupado por acaso.
(Se a minha sorte me deixa, estou perdido.)
Me dizem: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que eu posso comer e beber
Se a comida que como, tiro de quem tem fome?
Se a água que bebo, faz falta a quem tem sede?
Mas mesmo assim, eu como e bebo.
Eu queria ser um sábio.
Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria: Se manter afastado dos conflitos do mundo
E passar sem medo
O curto tempo que se tem para viver;
Seguir seu caminho sem violência;
Pagar o mal com o bem;
Não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim!
É verdade, eu vivo num tempo sombrio!
Eu vim para a cidade no tempo da desordem
Quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo da revolta
E me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo
Que me foi dado viver sobre a Terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas.
Para dormir, eu me deitei entre os assassinos.
Fiz amor sem muita atenção
E não tive paciência com a Natureza.
Assim se passou o tempo
Que me foi dado dado viver sobre a Terra.
No meu tempo as ruas conduziam ao lodo,
E as palavras me denunciavam ao carrasco.
Eu podia muito pouco, mas o poder dos patrões
Era mais seguro sem mim, espero.
Assim se passou o tempo
Que me foi dado dado viver sobre a Terra.
As forças eram limitadas.
O objetivo permanecia a uma longa distância.
Era nitidamente visível, mas para mim
Quase fora do alcance.
Assim se passou o tempo
Que me foi dado dado viver sobre a Terra.
Vocês, que vão emergir
Das ondas em que nos afogamos.
Pensem, quando falarem das nossas fraquezas,
Dos tempos sombrios de que tiveram a sorte de escapar.
Nós existíamos através das lutas de classes,
Mudando mais de país do que de sapatos,
Desesperados quando só havia injustiça
E não havia revolta.
Nós sabemos: O ódio contra a baixeza
Também endurece o rosto;
A cólera contra a injustiça
Também faz a voz ficar rouca.
Infelizmente nós,
Que queríamos preparar o terreno para a amizade,
Não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
Em que o Homem seja amigo do Homem,
Pensem em nós
Com simpatia.
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