Esse é o meu primeiro conto, que saiu no site da revista Piauí
http://www.revistapiaui.com.br/2007/set/concurso_s.htm#s
SIMONE C BAZILHO
Homem - Estátua
Todos esperavam por um fim trágico.
Não havia mais nada a fazer a não ser vê-lo imóvel com suas vestimentas estranhas, uma vez que esse modo de viver lhe caia bem.
As pessoas não o viam como um cara normal mesmo, então para que tentar provar a todo mundo que ele seria diferente?
O convite para virar estatua no Madame Tussauds lhe chegou em boa hora.
Não precisaria se mexer, nem falar, coisas que fazia muito bem.
Não era adepto ao diálogo, sempre se escondia da multidão. Gaguejava quando lhe era imposto responder a uma questão, desde pequeno, queria ser invisível.
Tem a sua chance agora.
Por trás da máscara escura e da roupa larga e disforme, ele é tudo aquilo que sempre quis ser.
Anônimo.
Sem nome nem endereço.
Não é um número conhecido, não tem um rosto a ser descoberto.
Chamar a atenção é pra quem não tem o que fazer.
Pra que tudo isso? É tão bom ser uma pessoa ímpar.
Não precisam te adorar, sempre acabam desistindo, já que não te entendem mesmo.
Nem a própria mãe quis saber de lhe cuidar. Foi assim que começou a se distanciar do mundo.
Não, não quis acabar com a sua vida, ele acredita que isso é coisa de pessoa fraca, daqueles que não tem com o que se importar.
A vida dele é única, não precisa que o entenda, ele quis assim.
Acorda e dorme sem ouvir chamar seu nome, por opção própria, prefere não ter contato com ninguém. Sempre ouve as pessoas reclamarem das outras, por isso é solitário, para não ter tanto trabalho e decepção.
Agora escondido na fantasia, imóvel, aguarda a reação daqueles que não o entendem. Aguarda o aplauso, mas sem muita expectativa.
Afinal de contas, não gosta de platéia.
A solidão é a sua amiga, confidente fiel e dela tira sua força para se manter assim.
Não pretende ser amigo de ninguém, nem fazer com que gostem dele, é apenas o que é e nada mais.
Passa despercebido por entre as torres cinza da cidade, por entre os carros no trânsito e nem se queixa de nada.
Vive à sua própria sombra.
Faz seu próprio destino, caminha sempre ao redor de si.
Medo? Talvez decepção! Não assume rancor, não odeia nada e nem ninguém.
Apenas não gosta de partilhar sentimentos. Ele não os entende.
Age com firmeza e frieza, não possui sonhos, não deseja ser alguém que não seja ele.
O que ele mais quis na vida está sendo realizado agora, seu único desejo era ser estátua. Nada mais que isso.
Agora pode se considerar uma.
Sem cor, sem vida, sem perspectiva.
Uma peça de arte.
Um estranho congelado. Uma figura.
Formulário de contato
terça-feira, setembro 18, 2007
Inspiração
quinta-feira, setembro 13, 2007
Casa
Sol
segunda-feira, setembro 10, 2007
Mudar
Um beijo
me fez pensar...
me fez mudar a atenção,
o foco.
É tão estranho sentir
que a felicidade vem
de surpresa...
me fez pensar...
me fez mudar a atenção,
o foco.
É tão estranho sentir
que a felicidade vem
de surpresa...
segunda-feira, setembro 03, 2007
Rua
Me vejo na rua,
e meus pensamentos são teus.
vago,
a tua procura.
Imagino como se sente...
se me deseja ou se apenas mente.
sexta-feira, agosto 31, 2007
Cabo
Fiquei ausente esses dias todos por causa de um cabo.
Sei lá porque encaixaram o cabo da net no lugar errado e eu fiquei fora do ar...
Pior mesmo foi xingar todos os atendentes do suporte que me pediam para desencaixar o cabo do modem e ligar de novo. Puxa vida uma semana nesse tira e põe que eu tinha que mandar alguém enfiar o cabo em algum lugar não é?
Bom, o que importa é que estou de volta...
Aguarde novos devaneios...
Sei lá porque encaixaram o cabo da net no lugar errado e eu fiquei fora do ar...
Pior mesmo foi xingar todos os atendentes do suporte que me pediam para desencaixar o cabo do modem e ligar de novo. Puxa vida uma semana nesse tira e põe que eu tinha que mandar alguém enfiar o cabo em algum lugar não é?
Bom, o que importa é que estou de volta...
Aguarde novos devaneios...
sexta-feira, agosto 24, 2007
Será
Não conheço o autor...recebi de uma pessoa muito especial...vale a pena um post aqui.
Será???
Será que peco quando te mostro um sentimento?
Será que erro quando exponho o meu momento?
Ora! Escuta, então, pois para ti sempre deixarei aberto, nos meus sonhos, um portão.
Não estranhes a entrada florida e as cores vivas do jardim que me rodeia.
Não estranhes as trancas que não mais uso, nem alarmes, nem ofendículas, senhas ou contra-senhas.
Estou de bem com o respeito, de mal com o preconceito.
Pronta a te ofertar um abraço e te fazer cativo no meu laço.
Não te preocupes com algemas.
Meu caminhar é livre e meu vôo despretensioso.
Tenta seguir meus passos e prometo acompanhar os teus.
Afinal, temos mais algumas braçadas antes de chegar às praias do adeus.
Vem e toma o meu sorriso.
Abro para ti uma brecha do meu paraíso.
Assino um encanto!
Abaixo a solidão, mágoa e pranto!!!
Será???
Será que peco quando te mostro um sentimento?
Será que erro quando exponho o meu momento?
Ora! Escuta, então, pois para ti sempre deixarei aberto, nos meus sonhos, um portão.
Não estranhes a entrada florida e as cores vivas do jardim que me rodeia.
Não estranhes as trancas que não mais uso, nem alarmes, nem ofendículas, senhas ou contra-senhas.
Estou de bem com o respeito, de mal com o preconceito.
Pronta a te ofertar um abraço e te fazer cativo no meu laço.
Não te preocupes com algemas.
Meu caminhar é livre e meu vôo despretensioso.
Tenta seguir meus passos e prometo acompanhar os teus.
Afinal, temos mais algumas braçadas antes de chegar às praias do adeus.
Vem e toma o meu sorriso.
Abro para ti uma brecha do meu paraíso.
Assino um encanto!
Abaixo a solidão, mágoa e pranto!!!
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