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segunda-feira, setembro 10, 2007

Mudar

Um beijo
me fez pensar...
me fez mudar a atenção,
o foco.
É tão estranho sentir
que a felicidade vem
de surpresa...

segunda-feira, setembro 03, 2007

Rua

Me vejo na rua,
e meus pensamentos são teus.
vago,
a tua procura.
Imagino como se sente...
se me deseja ou se apenas mente.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Cabo

Fiquei ausente esses dias todos por causa de um cabo.
Sei lá porque encaixaram o cabo da net no lugar errado e eu fiquei fora do ar...
Pior mesmo foi xingar todos os atendentes do suporte que me pediam para desencaixar o cabo do modem e ligar de novo. Puxa vida uma semana nesse tira e põe que eu tinha que mandar alguém enfiar o cabo em algum lugar não é?
Bom, o que importa é que estou de volta...
Aguarde novos devaneios...

sexta-feira, agosto 24, 2007

Será

Não conheço o autor...recebi de uma pessoa muito especial...vale a pena um post aqui.

Será???

Será que peco quando te mostro um sentimento?
Será que erro quando exponho o meu momento?
Ora! Escuta, então, pois para ti sempre deixarei aberto, nos meus sonhos, um portão.
Não estranhes a entrada florida e as cores vivas do jardim que me rodeia.
Não estranhes as trancas que não mais uso, nem alarmes, nem ofendículas, senhas ou contra-senhas.
Estou de bem com o respeito, de mal com o preconceito.
Pronta a te ofertar um abraço e te fazer cativo no meu laço.
Não te preocupes com algemas.
Meu caminhar é livre e meu vôo despretensioso.
Tenta seguir meus passos e prometo acompanhar os teus.
Afinal, temos mais algumas braçadas antes de chegar às praias do adeus.
Vem e toma o meu sorriso.
Abro para ti uma brecha do meu paraíso.
Assino um encanto!
Abaixo a solidão, mágoa e pranto!!!

domingo, agosto 19, 2007

E eu, quem comeu a minha inspiração?
As palavras estão sumidas...
não as vejo, não as procuro,
estão num escuro,
se escondendo
de mim...
Ou talvez,
eu as tenha escondido,
para não enfrentá-las...

Mai um poema de amor...

Que lindo...

João Cabral de Melo Neto


"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato.
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço.
O amor comeu meus cartões de visita.
O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas.
O amor comeu metros e metros de gravatas.
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus.
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas.
Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X.
Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia.
Comeu em meus livros de prosa as citações em verso.
Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete.
Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa.
Bebeu a água dos copos e das quartinhas.
Comeu o pão de propósito escondido.
Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas.
O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras.
Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade.
Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré.
Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia.
Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas.
Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam.
Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta.
Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra.
Meu dia e minha noite.
Meu inverno e meu verão.
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte."

sábado, agosto 18, 2007

O que me move?
Emoções e palavras.
Paisagens e filmes tristes...
sem finais previstos.

Sonhos

Quem é que não sonha em ser alguém melhor?
Eu sonho, mas preciso colocar os pés no chão.
Um sonho não é tudo nessa vida, se não é forte o suficiente para correr atrás dele.
Tempo é coisa que não existe.
Não para quem está atrasada na realização de um sonho, de um projeto.
Não pensar muito antes de agir, talvez seja essa a solução. Quando digo muito, quero dizer só pensar, sem fazer nada, só sonhar, sem correr atrás.
A ansiedade nos toma por inteiro e não nos damos conta do mal que pode fazer.
A pressa para realizar algo, a angústia por saber que está atrasada para esta fase da vida.
A falta de incentivos também ajuda a piorar.

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Amar remete a uma dificuldade... nem por ser de idade ou por conta da cidade. A dificuldade estah na vaidade. Amamos menos aos outros......