" Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.
Costuro as suas meias para o longo inverno...
Use capa de chuva, não quero ter você molhado.
Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.
E verás como minha a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro.
Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.
O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda - Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas - Depois olantarei para ti margaridas da primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.
Os meus desejos irei ver nos teus olhos refletidos.
Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
(Nem vou deixar - mesmo querendo - nenhuma fotografia.
Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia) Fernanda Young
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terça-feira, outubro 02, 2007
Pedras
domingo, setembro 30, 2007
...
"...nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos-diamantes,e de vibração parada.
E o Deus?
Não.
Nem mesmo a angustia.
O peito vazio, sem contração.
Não havia grito."
Clarice Lispector
E o Deus?
Não.
Nem mesmo a angustia.
O peito vazio, sem contração.
Não havia grito."
Clarice Lispector
quinta-feira, setembro 27, 2007
Eu e Clarice
A cada texto de Clarice Lispector, mais me identifico em suas letras...
Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está umpouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,é isso que eu espero..."
.Um idealista...
Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armadura se deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer."
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamentoaté meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta...
Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está umpouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,é isso que eu espero..."
.Um idealista...
Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armadura se deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer."
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamentoaté meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta...
quarta-feira, setembro 26, 2007
Nosso amor
Nosso amor estava por um fio...Bastou você puxar mais uma linha
e me fazer ver que não valia a pena sofrer
por tudo que me representava.
Me iludi com as suas desculpas e poemas de amor,
nem sempre escritos por você é claro,
já que a indiferença o torna alguém insens[ivel.
Não sinto nenhum tipo de arrependimento, nem de tristeza.
Sigo a vida como se nada estivesse acontecendo,
nada aconteceu na verdade,
só em nossa fértil imaginação.
Foi fácil retirar você da minha vida agora,
uma vez que já não significava mais nada,
não era como das outras vezes em que me deixava
sozinha sem respostas e depois aparecia com suas desculpas lindas e
fantasiosas.
Dessa vez eu não caio nessa,
meu coração fraco, para você, está aqui
batendo mais forte, vivo e feliz.
Que bom que acordei há tempo,
que bom que a corda se rompeu.
sábado, setembro 22, 2007
Quando eu choro

As pessoas querem minha atenção,
ou se vangloriar de seus atos e feitos...
não percebem o quanto estou sofrendo...
Como quero mudar de vida,
ser alguém mais livre,
sem ter que dar satisfações e ouvir
coisas que não estou afim...
Ser alguém feliz, ter alguém comigo.
Não...
não se importam com isso,
sempre estou sorrindo, disfarçando a minha dor.
Quando eu choro é porque estou sozinha.
No meu quarto sem graça,
vendo programas tão sem graça quanto eu.
Choro por saber que cresci e não vivi.
Nada do que se vive uma pessoa feliz.
O que realmente importa?
O que é preciso?
onde encontrar a Tal Felicidade?
Desisto.
Ficarei aqui minguando até que ela me encontre,
cansei de correr atrás dela.
Não tenho fôlego.
terça-feira, setembro 18, 2007
Revista Piaui
Esse é o meu primeiro conto, que saiu no site da revista Piauí
http://www.revistapiaui.com.br/2007/set/concurso_s.htm#s
SIMONE C BAZILHO
Homem - Estátua
Todos esperavam por um fim trágico.
Não havia mais nada a fazer a não ser vê-lo imóvel com suas vestimentas estranhas, uma vez que esse modo de viver lhe caia bem.
As pessoas não o viam como um cara normal mesmo, então para que tentar provar a todo mundo que ele seria diferente?
O convite para virar estatua no Madame Tussauds lhe chegou em boa hora.
Não precisaria se mexer, nem falar, coisas que fazia muito bem.
Não era adepto ao diálogo, sempre se escondia da multidão. Gaguejava quando lhe era imposto responder a uma questão, desde pequeno, queria ser invisível.
Tem a sua chance agora.
Por trás da máscara escura e da roupa larga e disforme, ele é tudo aquilo que sempre quis ser.
Anônimo.
Sem nome nem endereço.
Não é um número conhecido, não tem um rosto a ser descoberto.
Chamar a atenção é pra quem não tem o que fazer.
Pra que tudo isso? É tão bom ser uma pessoa ímpar.
Não precisam te adorar, sempre acabam desistindo, já que não te entendem mesmo.
Nem a própria mãe quis saber de lhe cuidar. Foi assim que começou a se distanciar do mundo.
Não, não quis acabar com a sua vida, ele acredita que isso é coisa de pessoa fraca, daqueles que não tem com o que se importar.
A vida dele é única, não precisa que o entenda, ele quis assim.
Acorda e dorme sem ouvir chamar seu nome, por opção própria, prefere não ter contato com ninguém. Sempre ouve as pessoas reclamarem das outras, por isso é solitário, para não ter tanto trabalho e decepção.
Agora escondido na fantasia, imóvel, aguarda a reação daqueles que não o entendem. Aguarda o aplauso, mas sem muita expectativa.
Afinal de contas, não gosta de platéia.
A solidão é a sua amiga, confidente fiel e dela tira sua força para se manter assim.
Não pretende ser amigo de ninguém, nem fazer com que gostem dele, é apenas o que é e nada mais.
Passa despercebido por entre as torres cinza da cidade, por entre os carros no trânsito e nem se queixa de nada.
Vive à sua própria sombra.
Faz seu próprio destino, caminha sempre ao redor de si.
Medo? Talvez decepção! Não assume rancor, não odeia nada e nem ninguém.
Apenas não gosta de partilhar sentimentos. Ele não os entende.
Age com firmeza e frieza, não possui sonhos, não deseja ser alguém que não seja ele.
O que ele mais quis na vida está sendo realizado agora, seu único desejo era ser estátua. Nada mais que isso.
Agora pode se considerar uma.
Sem cor, sem vida, sem perspectiva.
Uma peça de arte.
Um estranho congelado. Uma figura.
http://www.revistapiaui.com.br/2007/set/concurso_s.htm#s
SIMONE C BAZILHO
Homem - Estátua
Todos esperavam por um fim trágico.
Não havia mais nada a fazer a não ser vê-lo imóvel com suas vestimentas estranhas, uma vez que esse modo de viver lhe caia bem.
As pessoas não o viam como um cara normal mesmo, então para que tentar provar a todo mundo que ele seria diferente?
O convite para virar estatua no Madame Tussauds lhe chegou em boa hora.
Não precisaria se mexer, nem falar, coisas que fazia muito bem.
Não era adepto ao diálogo, sempre se escondia da multidão. Gaguejava quando lhe era imposto responder a uma questão, desde pequeno, queria ser invisível.
Tem a sua chance agora.
Por trás da máscara escura e da roupa larga e disforme, ele é tudo aquilo que sempre quis ser.
Anônimo.
Sem nome nem endereço.
Não é um número conhecido, não tem um rosto a ser descoberto.
Chamar a atenção é pra quem não tem o que fazer.
Pra que tudo isso? É tão bom ser uma pessoa ímpar.
Não precisam te adorar, sempre acabam desistindo, já que não te entendem mesmo.
Nem a própria mãe quis saber de lhe cuidar. Foi assim que começou a se distanciar do mundo.
Não, não quis acabar com a sua vida, ele acredita que isso é coisa de pessoa fraca, daqueles que não tem com o que se importar.
A vida dele é única, não precisa que o entenda, ele quis assim.
Acorda e dorme sem ouvir chamar seu nome, por opção própria, prefere não ter contato com ninguém. Sempre ouve as pessoas reclamarem das outras, por isso é solitário, para não ter tanto trabalho e decepção.
Agora escondido na fantasia, imóvel, aguarda a reação daqueles que não o entendem. Aguarda o aplauso, mas sem muita expectativa.
Afinal de contas, não gosta de platéia.
A solidão é a sua amiga, confidente fiel e dela tira sua força para se manter assim.
Não pretende ser amigo de ninguém, nem fazer com que gostem dele, é apenas o que é e nada mais.
Passa despercebido por entre as torres cinza da cidade, por entre os carros no trânsito e nem se queixa de nada.
Vive à sua própria sombra.
Faz seu próprio destino, caminha sempre ao redor de si.
Medo? Talvez decepção! Não assume rancor, não odeia nada e nem ninguém.
Apenas não gosta de partilhar sentimentos. Ele não os entende.
Age com firmeza e frieza, não possui sonhos, não deseja ser alguém que não seja ele.
O que ele mais quis na vida está sendo realizado agora, seu único desejo era ser estátua. Nada mais que isso.
Agora pode se considerar uma.
Sem cor, sem vida, sem perspectiva.
Uma peça de arte.
Um estranho congelado. Uma figura.
Inspiração
quinta-feira, setembro 13, 2007
Casa
Sol
segunda-feira, setembro 10, 2007
Mudar
Um beijo
me fez pensar...
me fez mudar a atenção,
o foco.
É tão estranho sentir
que a felicidade vem
de surpresa...
me fez pensar...
me fez mudar a atenção,
o foco.
É tão estranho sentir
que a felicidade vem
de surpresa...
segunda-feira, setembro 03, 2007
Rua
Me vejo na rua,
e meus pensamentos são teus.
vago,
a tua procura.
Imagino como se sente...
se me deseja ou se apenas mente.
sexta-feira, agosto 31, 2007
Cabo
Fiquei ausente esses dias todos por causa de um cabo.
Sei lá porque encaixaram o cabo da net no lugar errado e eu fiquei fora do ar...
Pior mesmo foi xingar todos os atendentes do suporte que me pediam para desencaixar o cabo do modem e ligar de novo. Puxa vida uma semana nesse tira e põe que eu tinha que mandar alguém enfiar o cabo em algum lugar não é?
Bom, o que importa é que estou de volta...
Aguarde novos devaneios...
Sei lá porque encaixaram o cabo da net no lugar errado e eu fiquei fora do ar...
Pior mesmo foi xingar todos os atendentes do suporte que me pediam para desencaixar o cabo do modem e ligar de novo. Puxa vida uma semana nesse tira e põe que eu tinha que mandar alguém enfiar o cabo em algum lugar não é?
Bom, o que importa é que estou de volta...
Aguarde novos devaneios...
sexta-feira, agosto 24, 2007
Será
Não conheço o autor...recebi de uma pessoa muito especial...vale a pena um post aqui.
Será???
Será que peco quando te mostro um sentimento?
Será que erro quando exponho o meu momento?
Ora! Escuta, então, pois para ti sempre deixarei aberto, nos meus sonhos, um portão.
Não estranhes a entrada florida e as cores vivas do jardim que me rodeia.
Não estranhes as trancas que não mais uso, nem alarmes, nem ofendículas, senhas ou contra-senhas.
Estou de bem com o respeito, de mal com o preconceito.
Pronta a te ofertar um abraço e te fazer cativo no meu laço.
Não te preocupes com algemas.
Meu caminhar é livre e meu vôo despretensioso.
Tenta seguir meus passos e prometo acompanhar os teus.
Afinal, temos mais algumas braçadas antes de chegar às praias do adeus.
Vem e toma o meu sorriso.
Abro para ti uma brecha do meu paraíso.
Assino um encanto!
Abaixo a solidão, mágoa e pranto!!!
Será???
Será que peco quando te mostro um sentimento?
Será que erro quando exponho o meu momento?
Ora! Escuta, então, pois para ti sempre deixarei aberto, nos meus sonhos, um portão.
Não estranhes a entrada florida e as cores vivas do jardim que me rodeia.
Não estranhes as trancas que não mais uso, nem alarmes, nem ofendículas, senhas ou contra-senhas.
Estou de bem com o respeito, de mal com o preconceito.
Pronta a te ofertar um abraço e te fazer cativo no meu laço.
Não te preocupes com algemas.
Meu caminhar é livre e meu vôo despretensioso.
Tenta seguir meus passos e prometo acompanhar os teus.
Afinal, temos mais algumas braçadas antes de chegar às praias do adeus.
Vem e toma o meu sorriso.
Abro para ti uma brecha do meu paraíso.
Assino um encanto!
Abaixo a solidão, mágoa e pranto!!!
domingo, agosto 19, 2007
Mai um poema de amor...
Que lindo...
João Cabral de Melo Neto
"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato.
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço.
O amor comeu meus cartões de visita.
O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas.
O amor comeu metros e metros de gravatas.
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus.
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas.
Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X.
Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia.
Comeu em meus livros de prosa as citações em verso.
Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete.
Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa.
Bebeu a água dos copos e das quartinhas.
Comeu o pão de propósito escondido.
Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas.
O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras.
Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade.
Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré.
Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia.
Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas.
Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam.
Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta.
Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra.
Meu dia e minha noite.
Meu inverno e meu verão.
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte."
João Cabral de Melo Neto
"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato.
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço.
O amor comeu meus cartões de visita.
O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas.
O amor comeu metros e metros de gravatas.
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus.
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas.
Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X.
Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia.
Comeu em meus livros de prosa as citações em verso.
Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete.
Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa.
Bebeu a água dos copos e das quartinhas.
Comeu o pão de propósito escondido.
Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas.
O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras.
Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade.
Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré.
Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia.
Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas.
Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam.
Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta.
Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra.
Meu dia e minha noite.
Meu inverno e meu verão.
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte."
sábado, agosto 18, 2007
Sonhos
Quem é que não sonha em ser alguém melhor?
Eu sonho, mas preciso colocar os pés no chão.
Um sonho não é tudo nessa vida, se não é forte o suficiente para correr atrás dele.
Tempo é coisa que não existe.
Não para quem está atrasada na realização de um sonho, de um projeto.
Não pensar muito antes de agir, talvez seja essa a solução. Quando digo muito, quero dizer só pensar, sem fazer nada, só sonhar, sem correr atrás.
A ansiedade nos toma por inteiro e não nos damos conta do mal que pode fazer.
A pressa para realizar algo, a angústia por saber que está atrasada para esta fase da vida.
A falta de incentivos também ajuda a piorar.
Eu sonho, mas preciso colocar os pés no chão.
Um sonho não é tudo nessa vida, se não é forte o suficiente para correr atrás dele.
Tempo é coisa que não existe.
Não para quem está atrasada na realização de um sonho, de um projeto.
Não pensar muito antes de agir, talvez seja essa a solução. Quando digo muito, quero dizer só pensar, sem fazer nada, só sonhar, sem correr atrás.
A ansiedade nos toma por inteiro e não nos damos conta do mal que pode fazer.
A pressa para realizar algo, a angústia por saber que está atrasada para esta fase da vida.
A falta de incentivos também ajuda a piorar.
quarta-feira, agosto 15, 2007
Certeza
Certezas - Mário Quintana
Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros...
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros...
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
segunda-feira, agosto 13, 2007
Eu
Sou apenas alguém
que se interessa em saber como foi seu dia
sua noite, se está bem...
nem sempre cobro notícias, você muitas vezes não suporta isso...
mesmo assim eu me preocupo.
Me liga e ouve a minha voz ansiosa por um encontro rápido,
mas que ainda é impossível de acontecer.
Prometo muitas coisas e nem sei ao certo se posso cumprir,
mas eu tento te deixar alegre...
e me esforço para que tudo dê certo.
Cometo loucuras, falo besteiras, te assanho e você retribui.
Uma aventura louca é verdade.
Mas que é para ser vivida...
e tenho certeza disso.
que se interessa em saber como foi seu dia
sua noite, se está bem...
nem sempre cobro notícias, você muitas vezes não suporta isso...
mesmo assim eu me preocupo.
Me liga e ouve a minha voz ansiosa por um encontro rápido,
mas que ainda é impossível de acontecer.
Prometo muitas coisas e nem sei ao certo se posso cumprir,
mas eu tento te deixar alegre...
e me esforço para que tudo dê certo.
Cometo loucuras, falo besteiras, te assanho e você retribui.
Uma aventura louca é verdade.
Mas que é para ser vivida...
e tenho certeza disso.
Possível
sábado, agosto 11, 2007
terça-feira, agosto 07, 2007
Mal
Me afastei da minha vida acadêmica, aquela que poderia me levar a um lugar menos comum ao qual estou acostumada a viver.
Deixo para trás mais alguns sonhos, alguns amigos, livros e nada mais.
As Letras estão se apagando do meu currículo, nem sei ao certo se voltarão.
O momento é de reflexão e isolamento.
Apenas fiz o que já deveria ter feito.
Desistido de tentar.
Tudo que tento fazer, não chega ao fim. Uma paquera, uma relação, um estudo, tudo é deixado para trás, dando lugar a coisas não mais importantes para mim e sim para os outros.
Os mesmos que não me apoiam, os que me criticam e me fazem rebaixada.
Não quero lutar agora, a batalha está perdida.
Quero recolher-me com meus cacos e sofrer calada, sem ter que compartilhar ou que sintam pena de mim.
Quero apenas me retirar de cena.
Tentar sobreviver.
Deixo para trás mais alguns sonhos, alguns amigos, livros e nada mais.
As Letras estão se apagando do meu currículo, nem sei ao certo se voltarão.
O momento é de reflexão e isolamento.
Apenas fiz o que já deveria ter feito.
Desistido de tentar.
Tudo que tento fazer, não chega ao fim. Uma paquera, uma relação, um estudo, tudo é deixado para trás, dando lugar a coisas não mais importantes para mim e sim para os outros.
Os mesmos que não me apoiam, os que me criticam e me fazem rebaixada.
Não quero lutar agora, a batalha está perdida.
Quero recolher-me com meus cacos e sofrer calada, sem ter que compartilhar ou que sintam pena de mim.
Quero apenas me retirar de cena.
Tentar sobreviver.
sexta-feira, agosto 03, 2007
Sonhos
Uma mulher sonha com filhos, sua casa arrumadinha, seu marido maravilhoso.
A outra vê que a vida passou por ela tão rápido que esse sonho de ter casa, marido e filhos, pode não acontecer.
Se diz bem sozinha, é independente e feliz...mas no fundo, chora ao ver filmes românticos com finais felizes, mensagens de carinho de filhos para mães e pais, casais felizes passando.
Ela não é assim porque quer. Luta sempre que tem uma chance, mas é abatida na primeira batalha.
Volta pra casa abatida, sem incentivos, nem perseverança.
Chora mais uma vez escondida...é recriminada por ser fraca...
Ninguém liga para o que ela sente, só a desprezam, iludem e se beneficiam com seus conselhos.
E ainda proferem frases como: "eu disse que não ia dar certo". Porque só pra ela as coisas sempre não dão certo? porque ela sempre tem que ser avisada, mesmo querendo arriscar?
Ela tenta desistir até o próximo duelo. Sabe que vai se encher de esperanças e quebrar a cara de novo e ainda por cima nem poderá reclamar.
A outra vê que a vida passou por ela tão rápido que esse sonho de ter casa, marido e filhos, pode não acontecer.
Se diz bem sozinha, é independente e feliz...mas no fundo, chora ao ver filmes românticos com finais felizes, mensagens de carinho de filhos para mães e pais, casais felizes passando.
Ela não é assim porque quer. Luta sempre que tem uma chance, mas é abatida na primeira batalha.
Volta pra casa abatida, sem incentivos, nem perseverança.
Chora mais uma vez escondida...é recriminada por ser fraca...
Ninguém liga para o que ela sente, só a desprezam, iludem e se beneficiam com seus conselhos.
E ainda proferem frases como: "eu disse que não ia dar certo". Porque só pra ela as coisas sempre não dão certo? porque ela sempre tem que ser avisada, mesmo querendo arriscar?
Ela tenta desistir até o próximo duelo. Sabe que vai se encher de esperanças e quebrar a cara de novo e ainda por cima nem poderá reclamar.
quarta-feira, agosto 01, 2007
Indecisão
quinta-feira, julho 26, 2007
segunda-feira, julho 23, 2007
Marisa Monte - Não Vá Embora

E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça
Você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado para mim
Mas com você
Dá certo
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca, nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe, não me deixe mais
Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não queroNão quero
sábado, julho 21, 2007
Tantas vontades reprimidas,
palavrões a serem despejados
e falta coragem...
falta pouco pra jogar tudo pro alto
e sair gritando: quero ser eu mesma, me deixem ser feliz...
porque eu sempre tenho que ouvir calada?
sempre ser a errada, a sem juízo, se nem ao menos eu posso fazer
o que quero?
Difícil ser criativo assim.
Fragmentos de mim...
são expostos.
É difícil a mudança de atitude.
mas não impossível...
palavrões a serem despejados
e falta coragem...
falta pouco pra jogar tudo pro alto
e sair gritando: quero ser eu mesma, me deixem ser feliz...
porque eu sempre tenho que ouvir calada?
sempre ser a errada, a sem juízo, se nem ao menos eu posso fazer
o que quero?
Difícil ser criativo assim.
Fragmentos de mim...
são expostos.
É difícil a mudança de atitude.
mas não impossível...
sexta-feira, julho 20, 2007
terça-feira, julho 17, 2007
segunda-feira, julho 16, 2007
Chuva

Parecia ser mais um dia de chuva...
chato,
mas você sempre faz as coisas sem graça
valerem a pena...
domingo, julho 15, 2007
Pergunto

Pergunto porque gosto tanto
de paisagens que nunca vi,
admiro o desconhecido,
escrevo sobre o que não entendo...
me engano.
Não consigo inventar as frases
apenas vou despejando
o que vem na mente,
invejo os que falam sobre tudo,
os que inventam...
e deixam seus sentimentos longe
dos papéis.
sábado, julho 14, 2007
terça-feira, julho 10, 2007
Luxúria Isabella Taviani

Dobro os joelhos
Quando você me pega, me amassa, me quebra,
Me usa demais
Perco as rédeas
Quando você demora, devora, implora sempre por mais
Eu sou navalha cortando na carne
Eu sou a boca que a língua invade
Sou o desejo maldito e bendito, profano e covarde
Disfaça assim de mim
Que eu gosto e desgosto, me dobro,
Nem lhe cobro rapaz
Ordene e não peça
Muito me interessa a sua potência, seu calibre e seu
gás
Sou o encaixe, o lacre violado
E tantas pernas por todos os lados
Eu sou o preço cobrado e bem pago
Eu sou um pecado capital
Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Quero beber o que dele escorre pela pele
E nunca mais esfriar minha febre
segunda-feira, julho 09, 2007
Você
Você me pede as coisas mais absurdas,
e eu obedeço...com medo,
de te perder.
Depois me arrependo,
acho que deveria ser mais dura e me impor.
Aproveita da minha solidão e me ilude,
me manda notícias e não me assume,
ainda me critica dizendo que eu tenho medo
de você.
Não vê que eu sofro, que eu sinto cada momento,
como único, já que não me dá garantias.
Insiste e diz que me ama,
e eu?
acabo acreditando.
e eu obedeço...com medo,
de te perder.
Depois me arrependo,
acho que deveria ser mais dura e me impor.
Aproveita da minha solidão e me ilude,
me manda notícias e não me assume,
ainda me critica dizendo que eu tenho medo
de você.
Não vê que eu sofro, que eu sinto cada momento,
como único, já que não me dá garantias.
Insiste e diz que me ama,
e eu?
acabo acreditando.
Caminhos
domingo, julho 08, 2007
Medo
Tanta coisa pra dizer,
mas falta coragem.
Acho que estou com medo
de me expor...
me arriscar!
ainda não sei por onde
começar
mas falta coragem.
Acho que estou com medo
de me expor...
me arriscar!
ainda não sei por onde
começar
sábado, julho 07, 2007
Sessão Nostalgia

Sessão da tarde qdo se está com febre...
Comer Miojinho de sopa qdo se está doente.
Ficar embaixo das cobertas sem fazer nada, tirando um cochilo, ficar a toa mesmo...
Desenhar,
escrever,
ver desenho na TV ou filme romântico.
Sentir aquele cheirinho de jantar fresquinho que só sua mãe faz...
e comer tudinho depois...
quarta-feira, julho 04, 2007
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Vago... por estradas intermináveis... por túneis que parecem sem fim. Mas sempre atenta ao caminho. Tenho um ponto de chegada, embora pareça...















