O barulho de bolinha de vidro no andar de cima,
me incomoda.
Formulário de contato
quarta-feira, julho 04, 2007
terça-feira, julho 03, 2007
O amor
Você diz que ama...
eu finjo que acredito,
você me repreende,
diz que eu tenho medo...
e isso é verdade
eu finjo que acredito,
você me repreende,
diz que eu tenho medo...
e isso é verdade
Mais uma vez
Espero seu contato.
Na caixa de entrada, nenhum e mail.
Nem telefonema.
Sem notícias.
Sinto que algo aconteceu.
Não sei o que...
Você evita me deixar a par da sua vida.
Olho de novo e nenhuma mensagem,
até quando irei suportar isso?
Na caixa de entrada, nenhum e mail.
Nem telefonema.
Sem notícias.
Sinto que algo aconteceu.
Não sei o que...
Você evita me deixar a par da sua vida.
Olho de novo e nenhuma mensagem,
até quando irei suportar isso?
segunda-feira, julho 02, 2007
Diário do Grande ABC

Matéria sobre os Seminários do Lísias.
Seminários surpreendem e mantêm bom público
Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC
Foto: Edmilson Magalhães
Ao fazer um balanço dos quatro módulos dos Seminários Avançados, realizados semestralmente desde agosto de 2005, o escritor Ricardo Lísias comemora: “Alguém inventou essa história de que literatura não tem público e foram comprando”. Os debates comandados por ele atraíram 4.126 pessoas (descontado o público de sábado, no encerramento do tema Literatura Universal Contemporânea). Lísias conclui que o presente desperta interesse e os debates ganham calor quando o contexto histórico e atual é relacionado aos autores nas discussões.
Sem sacrificar a estética literária, temas enfocaram angústias da modernidade. Ao contrário da racionalidade do início do século XX, quando o progresso técnico e científico indicava um futuro promissor, chega-se ao tal futuro no século XXI à beira da irracionalidade. Aquecimento global, sociedade sitiada pela violência, guerra como arma comercial freqüentaram debates na Casa da Palavra.
"Nosso assunto era a prosa contemporânea. Mas a atualidade em discussão foi forte nesse semestre”, diz Lísias. O primeiro tema, em 2005, foi Literatura e Filosofia no Século XX; o segundo, em 2006, Pós-modernidade; no terceiro, Literatura Moderna Latino-americana. “O interesse sugere o contrário do senso geral comum, que não existe público para discutir literatura. Falta oportunidade”.
Os Seminários Avançados são uma iniciativa da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Santo André, da Escola Livre de Literatura, da Casa da Palavra e do Centro Universitário Fundação Santo André, com apoio do Diário.
Ao fazer um balanço dos quatro módulos dos Seminários Avançados, realizados semestralmente desde agosto de 2005, o escritor Ricardo Lísias comemora: “Alguém inventou essa história de que literatura não tem público e foram comprando”. Os debates comandados por ele atraíram 4.126 pessoas (descontado o público de sábado, no encerramento do tema Literatura Universal Contemporânea). Lísias conclui que o presente desperta interesse e os debates ganham calor quando o contexto histórico e atual é relacionado aos autores nas discussões.
Sem sacrificar a estética literária, temas enfocaram angústias da modernidade. Ao contrário da racionalidade do início do século XX, quando o progresso técnico e científico indicava um futuro promissor, chega-se ao tal futuro no século XXI à beira da irracionalidade. Aquecimento global, sociedade sitiada pela violência, guerra como arma comercial freqüentaram debates na Casa da Palavra.
"Nosso assunto era a prosa contemporânea. Mas a atualidade em discussão foi forte nesse semestre”, diz Lísias. O primeiro tema, em 2005, foi Literatura e Filosofia no Século XX; o segundo, em 2006, Pós-modernidade; no terceiro, Literatura Moderna Latino-americana. “O interesse sugere o contrário do senso geral comum, que não existe público para discutir literatura. Falta oportunidade”.
Os Seminários Avançados são uma iniciativa da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Santo André, da Escola Livre de Literatura, da Casa da Palavra e do Centro Universitário Fundação Santo André, com apoio do Diário.
Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC
Discussões sobre a universalidade ou individualidade dos valores humanos estimulam argumentações nos Seminários Avançados. Mas há mais. “Pretendo fazer uma reflexão (em livro ou artigo) para compreender porque há esse mito de que existe pouco público para literatura. A Casa da Palavra é um lugar público, e nos Seminários entra quem quer, não há pré-requisito”. Há universitários, vestibulandos, autodidatas, professores e curiosos. O recorde de público total num semestre é de 2005: 2,4 mil pessoas. A média de inscrições é de 185,75 por semestre, lembrando que muitos assinam presença e não voltam, e os inscritos fazem pelo menos dois ou mais encontros e têm direito a certificado final; a média de presença por seminário é de 89,25 por semana – neste semestre, os encontros foram reduzidos para quinzenais. Poucos vêm uma vez e não voltam. Esses geram histórias além dos debates. Lísias recorda algumas:
"Entrou um bêbado que sabia tudo de Glauber Rocha, mas incomodava porque eu falava e ele repetia tudo a cada três minutos. Um rapaz chamou a polícia e o bêbado falou que não precisava pois ele não era tão importante assim.”
“Uma mendiga entrou, sentou e começou a falar. Eu disse que não era hora do debate ainda e ela teria de esperar em silêncio. Ela ficou. Na hora que encerrei minha fala, ela disse que não podia ficar porque iria voar para os Estados Unidos.”
Mas a maioria é bastante interessada nas discussões. Simone Cristina Bazilho, 38 anos, auxiliar de protestos e estudante do segundo ano de Letras, mora em São Bernardo, trabalha em São Caetano e freqüenta os Seminários desde o semestre passado. “Comecei a pesquisar mais, saber de onde o autor veio. Antes só lia o livro e mais nada. Tenho outro conhecimento de mundo”.
Iracema Noêmia Farina, religiosa salesiana, vice-diretora da Fainc (Faculdades Integradas Coração de Jesus) e professora de História da Arte, vive há 30 anos em Santo André. “Freqüento todos. Gosto muito de Kafka e do Ulysses. Ficou clara a passagem do ideal romântico de modernidade para a descrença geral que é marca da pós-modernidade”.
Os interessados não vêm só do Grande ABC. Sandra Lima, jornalista e pós-graduanda em Educação pela USP, é de São Paulo e acompanha as discussões desde 2005. “Este tipo de atividade extracurricular, com periodicidade, programa detalhado, é rara em São Paulo, imagine em outras localidades. As discussões de literatura envolvem pensadores modernos e contemporâneos. Acho que deveria fazer parte de um projeto contínuo de aprimoramento dos cidadãos”.
“Perto da média existente, nossos saraus têm mais público, por exemplo, que os encontros na Casa das Rosas em São Paulo ”, afirma Beth Brait Alvim, coordenadora da Casa da Palavra. Para o semestre que vem, a primeira discussão prevista nos Seminários Avançados é sobre a literatura
Discussões sobre a universalidade ou individualidade dos valores humanos estimulam argumentações nos Seminários Avançados. Mas há mais. “Pretendo fazer uma reflexão (em livro ou artigo) para compreender porque há esse mito de que existe pouco público para literatura. A Casa da Palavra é um lugar público, e nos Seminários entra quem quer, não há pré-requisito”. Há universitários, vestibulandos, autodidatas, professores e curiosos. O recorde de público total num semestre é de 2005: 2,4 mil pessoas. A média de inscrições é de 185,75 por semestre, lembrando que muitos assinam presença e não voltam, e os inscritos fazem pelo menos dois ou mais encontros e têm direito a certificado final; a média de presença por seminário é de 89,25 por semana – neste semestre, os encontros foram reduzidos para quinzenais. Poucos vêm uma vez e não voltam. Esses geram histórias além dos debates. Lísias recorda algumas:
"Entrou um bêbado que sabia tudo de Glauber Rocha, mas incomodava porque eu falava e ele repetia tudo a cada três minutos. Um rapaz chamou a polícia e o bêbado falou que não precisava pois ele não era tão importante assim.”
“Uma mendiga entrou, sentou e começou a falar. Eu disse que não era hora do debate ainda e ela teria de esperar em silêncio. Ela ficou. Na hora que encerrei minha fala, ela disse que não podia ficar porque iria voar para os Estados Unidos.”
Mas a maioria é bastante interessada nas discussões. Simone Cristina Bazilho, 38 anos, auxiliar de protestos e estudante do segundo ano de Letras, mora em São Bernardo, trabalha em São Caetano e freqüenta os Seminários desde o semestre passado. “Comecei a pesquisar mais, saber de onde o autor veio. Antes só lia o livro e mais nada. Tenho outro conhecimento de mundo”.
Iracema Noêmia Farina, religiosa salesiana, vice-diretora da Fainc (Faculdades Integradas Coração de Jesus) e professora de História da Arte, vive há 30 anos em Santo André. “Freqüento todos. Gosto muito de Kafka e do Ulysses. Ficou clara a passagem do ideal romântico de modernidade para a descrença geral que é marca da pós-modernidade”.
Os interessados não vêm só do Grande ABC. Sandra Lima, jornalista e pós-graduanda em Educação pela USP, é de São Paulo e acompanha as discussões desde 2005. “Este tipo de atividade extracurricular, com periodicidade, programa detalhado, é rara em São Paulo, imagine em outras localidades. As discussões de literatura envolvem pensadores modernos e contemporâneos. Acho que deveria fazer parte de um projeto contínuo de aprimoramento dos cidadãos”.
“Perto da média existente, nossos saraus têm mais público, por exemplo, que os encontros na Casa das Rosas em São Paulo ”, afirma Beth Brait Alvim, coordenadora da Casa da Palavra. Para o semestre que vem, a primeira discussão prevista nos Seminários Avançados é sobre a literatura
domingo, julho 01, 2007
Escrevo
Escrevo o que sinto,
não sei mentir, ou inventar.
Não tenho frases feitas,
nem enfeito.
Apenas escrevo.
As palavras vão aparecendo,
na velocidade em que digito, ou rascunho no papel.
Não modifico nada,
não acrescento, nem diminuo.
Apenas vou sentindo,
e transmitindo...
não sei mentir, ou inventar.
Não tenho frases feitas,
nem enfeito.
Apenas escrevo.
As palavras vão aparecendo,
na velocidade em que digito, ou rascunho no papel.
Não modifico nada,
não acrescento, nem diminuo.
Apenas vou sentindo,
e transmitindo...
Mãos
sábado, junho 30, 2007
AOS QUE VIEREM DEPOIS DE NÓS

Bertolt Brecht (Tradução de Fernando Peixoto)
É verdade, eu vivo num tempo sombrio!
Uma palavra sem malícia é sinal de tolice.
Uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ri
Ainda não recebeu a terrível notícia.
Que tempos são esses, quando
Falar sobre árvores é quase um crime
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que atravessa a rua tranqüilo
Já está inacessível aos amigos
Que passam necessidades?
É verdade: eu ainda ganho bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso.
Nada do que faço
Me dá o direito de comer quando tenho fome.
Estou sendo poupado por acaso.
(Se a minha sorte me deixa, estou perdido.)
Me dizem: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que eu posso comer e beber
Se a comida que como, tiro de quem tem fome?
Se a água que bebo, faz falta a quem tem sede?
Mas mesmo assim, eu como e bebo.
Eu queria ser um sábio.
Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria: Se manter afastado dos conflitos do mundo
E passar sem medo
O curto tempo que se tem para viver;
Seguir seu caminho sem violência;
Pagar o mal com o bem;
Não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim!
É verdade, eu vivo num tempo sombrio!
Eu vim para a cidade no tempo da desordem
Quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo da revolta
E me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo
Que me foi dado viver sobre a Terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas.
Para dormir, eu me deitei entre os assassinos.
Fiz amor sem muita atenção
E não tive paciência com a Natureza.
Assim se passou o tempo
Que me foi dado dado viver sobre a Terra.
No meu tempo as ruas conduziam ao lodo,
E as palavras me denunciavam ao carrasco.
Eu podia muito pouco, mas o poder dos patrões
Era mais seguro sem mim, espero.
Assim se passou o tempo
Que me foi dado dado viver sobre a Terra.
As forças eram limitadas.
O objetivo permanecia a uma longa distância.
Era nitidamente visível, mas para mim
Quase fora do alcance.
Assim se passou o tempo
Que me foi dado dado viver sobre a Terra.
Vocês, que vão emergir
Das ondas em que nos afogamos.
Pensem, quando falarem das nossas fraquezas,
Dos tempos sombrios de que tiveram a sorte de escapar.
Nós existíamos através das lutas de classes,
Mudando mais de país do que de sapatos,
Desesperados quando só havia injustiça
E não havia revolta.
Nós sabemos: O ódio contra a baixeza
Também endurece o rosto;
A cólera contra a injustiça
Também faz a voz ficar rouca.
Infelizmente nós,
Que queríamos preparar o terreno para a amizade,
Não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
Em que o Homem seja amigo do Homem,
Pensem em nós
Com simpatia.
sexta-feira, junho 29, 2007
Escrita
Triste
segunda-feira, junho 25, 2007
Mário Quintana

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos - Mário Quintana
Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...como
uma pobre lanterna que incendiou!
domingo, junho 24, 2007
Sincero
sexta-feira, junho 22, 2007
quinta-feira, junho 21, 2007
A lua e eu
quarta-feira, junho 20, 2007
Te amo

Autor: desconhecido por mim...
Tє αmo αgorα
Tє αmo depois
Tє αmo quαηdo ficαr
Tє αmo quαηdo for
Tє αmo quαηdo chover
Tє αmo quαηdo fizer sol
Tє αmo αqui
Tє αmo lá
Tє αmo em todo lugαr
Tє αmo quαηdo vc estiver αo meu lαdo
Tє αmo quαηdo vc disser αdeus
Tє αmo o diα todo
Tє αmo todos os diαs
Tє αmo ηos meus soηhos
Tє αmo ηos momeηtos mαis felizes
Tє αmo ηos momeηtos mαis tristes
Tє αmo ηos momeηtos mαis dificeis
Tє αmo αo sorrir
Tє αmo αo chorαr
Tє αmo de seguηdα α seguηda
Tє αmo INTENSAMENTE
Tє αmo de um jeito simples
Tє αmo de um jeito complicαdo
Tє αmo de um jeito diferente
Tє αmo ηαs melhores e piores fαses
Tє αmo quαηdo estou com vc
Tє αmo quαηdo ηαo estou com vc
Tє αmo αo ouvir αquelα musicα
Tє αmo αo ouvir todαs αs outrαs
Tє αmo no verão
Tє αmo no inverηo
Tє αmo quαηdo tudo mudar
Tє αmo quαηdo vc errαr
Tє αmo quαηdo vc chorαr
Tє αmo quαηdo vc sorrir
Tє αmo com todα α forçα
TE AMO...
domingo, junho 17, 2007
Diferente
Confusão
Os papéis fora do cesto são as minhas idéias, muitas vezes desperdiçadas.Medo de arriscar, desânimo.
Essa semana que acabou foi difícil demais. Muitas coisas para pensar e a mente confusa mais uma vez.
Teria que ler muito mais do que li, mesmo lutando contra isso.
Eu teria que ser a mesma, mas estranhei no que me tornei.
Joguei papéis fora do cesto, desacatei a mim mesma e tentei relaxar.
Em vão.
Cheguei ao ponto de sentir dor.
Anna O
Anna O - por Julio Pimentel Pinto
Anna O. e outras novelas vale como uma aula de matemática, uma matemática do duplo. Porque um mais um é igual a dois, e Ricardo Lísias sabe disso. Mas um mais um pode ficar aquém ou além de dois, e as cinco histórias de Anna O. e outras novelas constatam – com amargura, desconsolo e uma dor cavalar – que quase sempre nos perdemos na matemática de um quotidiano à deriva, na política que repisa e ecoa o passado.
Lísias recebeu o Prêmio Portugal Telecom de 2006 por seu romance Duas praças, um relato cruzado de dois tempos, dois espaços, dois itinerários vertiginosos. Seus contos de Anna O. voltam ao tema do duplo. “Corpo” é, inclusive, uma espécie de ensaio de personagens que aparecem alargados em Duas praças: Maria, o Manequim e o narrador desconcertam o leitor com sua obsessão que nunca encontra resguardo num mundo de pessoas isoladas, que andam entre homens – já falou Nietzsche – como entre pedaços e fragmentos de homens. Maria e o narrador repetem ladainhas que (acreditam) podem lhes dar segurança. Apegam-se a objetos que exorcizem o medo e a covardia. Anseiam por perdão e têm vergonha. Seguem sua rotina, mas pensam o tempo todo em voltar. Querem reunir seus presentes desfeitos (religar?) a um passado que pode até parecer sólido na potência afetiva da memória, mas só se mostra esgarçado e corroído, fragmentário e insuficiente para suportar qualquer ser. Giram (com seus pensamentos repetidos) em torno de si mesmos sem notar que o eixo já se desfez e que não há saída, nem consolo.
Desassossego pior vive o protagonista de “Capuz”, o conto mais incisivo do livro. Agônico, acostuma-se ao confinamento, que nosso olhar habituado às agruras das degeneradas cidades brasileiras associa a um seqüestro. Mas não é necessário um seqüestro para que prefiramos ficar de olhos bem fechados, para que não tiremos jamais o capuz colado ao rosto e ao pescoço. Tampouco é preciso seqüestro para que o cegamento pareça uma boa saída e a desorientação e o medo se tornem os últimos (e desviantes) resíduos da nossa parca consciência. A razão do narrador anseia por persistir e sua voz clama por lucidez, mas seus olhos – o duplo – preferem a escuridão: um mais um dá bem menos que dois. Se o narrador de “Corpo” se apega a um relógio que não tem certeza se viu e à própria roupa (e o bolso, para esconder as mãos), o de “Capuz” aceita o espaço restrito que lhe dão e o tempo desfiado, sem regras ou possibilidade de medição, que lhe sobra. Seu mundo se torna – tal qual o de Funes, o memorioso personagem de Borges – um vazadouro de lixo: pura lembrança, manifesta em intermináveis e estéreis listas, e carência de futuro. A ânsia por contato humano é ambígua – ele quer mesmo somar mais do que um? – e, quando o personagem se desdobra num companheiro de cativeiro, seu relato encontra a serenidade daqueles que não esperam mais nada, dos que caminham para o abandono: nem fragmentos de homens há por perto. Talvez só os encontre no passado, mas o passado é pantanoso e só em nossa ilusão acreditamos domá-lo – algo que outro narrador de Lísias, o de “Diário de viagem”, demora a perceber.
É um filho que procura um pai e, em sua matemática incerta, corta a geografia – afinal, inquietude é errância e independe do terreno por que se peregrina. Ele investiga simultaneamente dois desconhecidos, um mendigo letrado em português, que viu de relance em Amsterdã, e o pai, que a princípio é mero vocativo – “o filho da puta” – e depois, finalmente nomeado – “Filhodaputa”. Tudo é trânsito e tudo se perde na tradução desse narrador que gosta de encontrar semelhanças entre línguas e circula entre elas como entre identidades: vago e vazio. Confessa que nem usa o sobrenome do pai, que busca contra a vontade da mãe, de todos – até dele mesmo, que demora a chegar ao túmulo hoje obscuro de quem já foi poderoso. Da mesma forma que “Capuz” e “Corpo”, “Diário de viagem” é uma repetição, um círculo – de tempo, de angústias, da impossibilidade de prosseguir e de chegar. A perspectiva de volta ao lar do narrador-viajante, cronista de cada dia e de cada lugar, revela o que leitor já sabia desde o início: toda busca é infrutífera num mundo em que o humano se dissolveu. O pai-ditador está morto, o mendigo, perdido, e o próprio narrador não enxerga futuro, nem insiste em sua odisséia passadista.
É também o passado (e seus fantasmas) que assombra o psiquiatra de “Anna O.” enquanto ele aguarda para dar um parecer sobre as condições mentais “do general”. O psiquiatra é homem célebre, motivo de orgulho para quem o cerca. Na insônia que se repete, porém, ele se isola do mundo e de si mesmo, mergulha na histeria, fica à beira do colapso e da alucinação. Busca o antigo orientador para somar mais um e fazer dois, completando o par que romperia sua angústia e diminuiria a vergonha que sente e teme provocar. Ele deve diagnosticar a alienação alheia e, por isso, qual um espelho, aliena-se, chora, desespera. A aflição da espera compõe o tecido do conto e impõe o passado denso a um presente que se acreditava estável, mas não era. O homem que ele deve examinar é uma figura sombria – cadáver recriado que procria, diria Fernando Pessoa. Mas é ele, a quem todos admiram, que morre aos poucos, até chegar a hora em que deve agir. E o faz: passa ao outro – o quase-cadáver que examina – a ambiguidade que espera não viver mais. Ilusão vã, deixa claro Lísias, pois o doméstico e o político não se isolam com a facilidade de uma frase escrita, com a partição entre a técnica médica e o desconforto político. Numa espécie de rejeição de qualquer lógica romântica, eles sempre se confundem, ainda que possam se explicitar em trajetórias distintas e distantes, postas em diálogo. É o que ocorre com a única narradora do livro, a protagonista de “Dos nervos”. Seu passado a atormenta e sobrevive nas repetitivas recomendações maternas – que alerta sobre tudo, menos sobre o que de fato aflige a filha. O presente não a satisfaz. O resultado da equação de dois tempos superpostos e de identidades imprecisas é refletido em tempos verbais arrevezados, em frases interrompidas e na vontade de silêncio. Sua história segue paralela à de um enxadrista russo deslocado de seu país – em trânsito, em jogo, em silêncio, em suspenso. São narrativas unidas pela tensão, pela ansiedade passiva por mudanças, pelo medo de se mover – a não ser que seja entre livros ou num tabuleiro, emulações cautelosas, mas inférteis, da vida real, sem mistificação –, pelas figuras opressivas ora do político, ora do doméstico, pelo reconhecimento implícito de que toda separação entre as duas esferas é estranha nos dias que vivemos.
Lísias – com seus narradores e personagens agonizantes, duplicados, sonados ou insones, sempre dotados de uma dicção aflita – atualiza o sentido de ficção politizada. Recusa o proselitismo conteudista e engajado das décadas de 1960 ou 1970, o distanciamento cínico tão em voga nos anos 1980 e 1990 e o partidarismo descarado ou envergonhado de parte da militância atual. Em Lísias, o político invade a ficção de forma irreversível, mas não provoca curto-circuito: não a determina, nem a submete às suas regras. É como se a vida não se contivesse nos limites a que presunçosamente pretendemos restringi-la e transbordasse, exigente, no terreno da ficção, lembrando que os vínculos entre a pulsação do quotidiano e sua representação não dependem de pactos miméticos, nem são eliminados por jogos afetados e artificiais de palavras. Essa lembrança nos faz ver que um mais um (narrativas, pertenças, identidades...) podem ficar aquém de dois (pois os personagens de Lísias nunca formam pares perfeitos), mas sempre vão além para somar milhares, milhões de homens duplos.
Anna O. e outras novelas vale como uma aula de matemática, uma matemática do duplo. Porque um mais um é igual a dois, e Ricardo Lísias sabe disso. Mas um mais um pode ficar aquém ou além de dois, e as cinco histórias de Anna O. e outras novelas constatam – com amargura, desconsolo e uma dor cavalar – que quase sempre nos perdemos na matemática de um quotidiano à deriva, na política que repisa e ecoa o passado.
Lísias recebeu o Prêmio Portugal Telecom de 2006 por seu romance Duas praças, um relato cruzado de dois tempos, dois espaços, dois itinerários vertiginosos. Seus contos de Anna O. voltam ao tema do duplo. “Corpo” é, inclusive, uma espécie de ensaio de personagens que aparecem alargados em Duas praças: Maria, o Manequim e o narrador desconcertam o leitor com sua obsessão que nunca encontra resguardo num mundo de pessoas isoladas, que andam entre homens – já falou Nietzsche – como entre pedaços e fragmentos de homens. Maria e o narrador repetem ladainhas que (acreditam) podem lhes dar segurança. Apegam-se a objetos que exorcizem o medo e a covardia. Anseiam por perdão e têm vergonha. Seguem sua rotina, mas pensam o tempo todo em voltar. Querem reunir seus presentes desfeitos (religar?) a um passado que pode até parecer sólido na potência afetiva da memória, mas só se mostra esgarçado e corroído, fragmentário e insuficiente para suportar qualquer ser. Giram (com seus pensamentos repetidos) em torno de si mesmos sem notar que o eixo já se desfez e que não há saída, nem consolo.
Desassossego pior vive o protagonista de “Capuz”, o conto mais incisivo do livro. Agônico, acostuma-se ao confinamento, que nosso olhar habituado às agruras das degeneradas cidades brasileiras associa a um seqüestro. Mas não é necessário um seqüestro para que prefiramos ficar de olhos bem fechados, para que não tiremos jamais o capuz colado ao rosto e ao pescoço. Tampouco é preciso seqüestro para que o cegamento pareça uma boa saída e a desorientação e o medo se tornem os últimos (e desviantes) resíduos da nossa parca consciência. A razão do narrador anseia por persistir e sua voz clama por lucidez, mas seus olhos – o duplo – preferem a escuridão: um mais um dá bem menos que dois. Se o narrador de “Corpo” se apega a um relógio que não tem certeza se viu e à própria roupa (e o bolso, para esconder as mãos), o de “Capuz” aceita o espaço restrito que lhe dão e o tempo desfiado, sem regras ou possibilidade de medição, que lhe sobra. Seu mundo se torna – tal qual o de Funes, o memorioso personagem de Borges – um vazadouro de lixo: pura lembrança, manifesta em intermináveis e estéreis listas, e carência de futuro. A ânsia por contato humano é ambígua – ele quer mesmo somar mais do que um? – e, quando o personagem se desdobra num companheiro de cativeiro, seu relato encontra a serenidade daqueles que não esperam mais nada, dos que caminham para o abandono: nem fragmentos de homens há por perto. Talvez só os encontre no passado, mas o passado é pantanoso e só em nossa ilusão acreditamos domá-lo – algo que outro narrador de Lísias, o de “Diário de viagem”, demora a perceber.
É um filho que procura um pai e, em sua matemática incerta, corta a geografia – afinal, inquietude é errância e independe do terreno por que se peregrina. Ele investiga simultaneamente dois desconhecidos, um mendigo letrado em português, que viu de relance em Amsterdã, e o pai, que a princípio é mero vocativo – “o filho da puta” – e depois, finalmente nomeado – “Filhodaputa”. Tudo é trânsito e tudo se perde na tradução desse narrador que gosta de encontrar semelhanças entre línguas e circula entre elas como entre identidades: vago e vazio. Confessa que nem usa o sobrenome do pai, que busca contra a vontade da mãe, de todos – até dele mesmo, que demora a chegar ao túmulo hoje obscuro de quem já foi poderoso. Da mesma forma que “Capuz” e “Corpo”, “Diário de viagem” é uma repetição, um círculo – de tempo, de angústias, da impossibilidade de prosseguir e de chegar. A perspectiva de volta ao lar do narrador-viajante, cronista de cada dia e de cada lugar, revela o que leitor já sabia desde o início: toda busca é infrutífera num mundo em que o humano se dissolveu. O pai-ditador está morto, o mendigo, perdido, e o próprio narrador não enxerga futuro, nem insiste em sua odisséia passadista.
É também o passado (e seus fantasmas) que assombra o psiquiatra de “Anna O.” enquanto ele aguarda para dar um parecer sobre as condições mentais “do general”. O psiquiatra é homem célebre, motivo de orgulho para quem o cerca. Na insônia que se repete, porém, ele se isola do mundo e de si mesmo, mergulha na histeria, fica à beira do colapso e da alucinação. Busca o antigo orientador para somar mais um e fazer dois, completando o par que romperia sua angústia e diminuiria a vergonha que sente e teme provocar. Ele deve diagnosticar a alienação alheia e, por isso, qual um espelho, aliena-se, chora, desespera. A aflição da espera compõe o tecido do conto e impõe o passado denso a um presente que se acreditava estável, mas não era. O homem que ele deve examinar é uma figura sombria – cadáver recriado que procria, diria Fernando Pessoa. Mas é ele, a quem todos admiram, que morre aos poucos, até chegar a hora em que deve agir. E o faz: passa ao outro – o quase-cadáver que examina – a ambiguidade que espera não viver mais. Ilusão vã, deixa claro Lísias, pois o doméstico e o político não se isolam com a facilidade de uma frase escrita, com a partição entre a técnica médica e o desconforto político. Numa espécie de rejeição de qualquer lógica romântica, eles sempre se confundem, ainda que possam se explicitar em trajetórias distintas e distantes, postas em diálogo. É o que ocorre com a única narradora do livro, a protagonista de “Dos nervos”. Seu passado a atormenta e sobrevive nas repetitivas recomendações maternas – que alerta sobre tudo, menos sobre o que de fato aflige a filha. O presente não a satisfaz. O resultado da equação de dois tempos superpostos e de identidades imprecisas é refletido em tempos verbais arrevezados, em frases interrompidas e na vontade de silêncio. Sua história segue paralela à de um enxadrista russo deslocado de seu país – em trânsito, em jogo, em silêncio, em suspenso. São narrativas unidas pela tensão, pela ansiedade passiva por mudanças, pelo medo de se mover – a não ser que seja entre livros ou num tabuleiro, emulações cautelosas, mas inférteis, da vida real, sem mistificação –, pelas figuras opressivas ora do político, ora do doméstico, pelo reconhecimento implícito de que toda separação entre as duas esferas é estranha nos dias que vivemos.
Lísias – com seus narradores e personagens agonizantes, duplicados, sonados ou insones, sempre dotados de uma dicção aflita – atualiza o sentido de ficção politizada. Recusa o proselitismo conteudista e engajado das décadas de 1960 ou 1970, o distanciamento cínico tão em voga nos anos 1980 e 1990 e o partidarismo descarado ou envergonhado de parte da militância atual. Em Lísias, o político invade a ficção de forma irreversível, mas não provoca curto-circuito: não a determina, nem a submete às suas regras. É como se a vida não se contivesse nos limites a que presunçosamente pretendemos restringi-la e transbordasse, exigente, no terreno da ficção, lembrando que os vínculos entre a pulsação do quotidiano e sua representação não dependem de pactos miméticos, nem são eliminados por jogos afetados e artificiais de palavras. Essa lembrança nos faz ver que um mais um (narrativas, pertenças, identidades...) podem ficar aquém de dois (pois os personagens de Lísias nunca formam pares perfeitos), mas sempre vão além para somar milhares, milhões de homens duplos.
quarta-feira, junho 13, 2007
Lançamento
Hoje eu fui no lançamento do livro de Ricardo Lísias.
Para variar, o stress tomou conta de mim, uma vez que me vi em plena São Caetano, na porta do cartório esperando, toda arrumadinha, maquiada, parecendo puta em ponto, e nada do Márcio chegar pra gente ir.
Sim, o debate começou as 19 horas e eu estava onde neste horário? Na porta do cartório esperando o Márcio que não vinha e que não ligava, isso porque tinha marcado as 18:15, sob meu protesto, pois nunca chegaríamos a tempo para o debate né?
Mas tudo bem, seria muita folga minha também, já que eu era a caronista.
Sim, fomos bem até lá, nos atrapalhamos nas escadarias da poderosa livraria e enfim: a porta do teatro, a recepcionista e nós nos olhando.
Ela, toda delicada (como se uma pata de elefante tivesse aberto a porta), nos conduz para dentro. Qual a minha surpresa? A porta range, claro, o debate é interrompido e muitas pessoas nos observam. Minha primeira reação foi empurrar o Márcio na frente.
Senti como se estivesse numa imagem congelada de filme de comédia. Todos olhando, com aquela cara de: Puta que pariu, chega atrasada e ainda faz esse barulho, enfim...subi num pique a escada do teatro e mal via a hora de sentar e me fazer desaparecer.
Tudo bem, se eu não causasse, não seria eu.
Depois de escutar o restinho mortal do debate, a atrasada compra seu livro (todo mundo tinha o seu, bem, nem todo mundo) e leva ao mestre para a assinatura sonhada (exagerei né? já tenho uma coleção particular rsrsrs), mas isso não leva ao caso (não, eu não tenho caso com ninguém, ou tenho? já não sei mais).
Peguei o meu livro, me encaminhei à mesa e fui reconhecida como a Simone com S agora (das outras vezes eu era a Simone com E, para não confundir com SIMONI). Tá bom, queria poder dar um abraço, a mão para apertar, mas o meu grau de intimidade com ele não ultrapassou as linhas dos livros que ele escreve e eu leio. E eu fico meio besta perto dele, acho que a inteligência dele me constrange talvez. Me sinto menor e inferior, por não ter tanto conhecimento quanto o dele, mas o que importa nisso tudo!?
Demonstrar que por causa dele, eu fiz algo novo.
Fui à um lançamento de livro de pompa (pompa, palavra estranha)
Não teria ido há alguns anos, talvez voltasse da porta, mas encarei meus receios e estava lá, presente, numa hora importante para ele, para a família dele (o avô então é uma doçura de pessoa, estava bem coruja na fila atrás de mim...tá...eu deveria ter dado a minha vez para ele e para a vó né? eu juro que não tinha visto eles na fila, quando ele estava pegando meu livrinho, o Sr. se manifestou...como será que o vovô chama?)
Tá ficando longa essa minha demonstração de afeto né? nossa, será que isso pega?
Para variar, o stress tomou conta de mim, uma vez que me vi em plena São Caetano, na porta do cartório esperando, toda arrumadinha, maquiada, parecendo puta em ponto, e nada do Márcio chegar pra gente ir.
Sim, o debate começou as 19 horas e eu estava onde neste horário? Na porta do cartório esperando o Márcio que não vinha e que não ligava, isso porque tinha marcado as 18:15, sob meu protesto, pois nunca chegaríamos a tempo para o debate né?
Mas tudo bem, seria muita folga minha também, já que eu era a caronista.
Sim, fomos bem até lá, nos atrapalhamos nas escadarias da poderosa livraria e enfim: a porta do teatro, a recepcionista e nós nos olhando.
Ela, toda delicada (como se uma pata de elefante tivesse aberto a porta), nos conduz para dentro. Qual a minha surpresa? A porta range, claro, o debate é interrompido e muitas pessoas nos observam. Minha primeira reação foi empurrar o Márcio na frente.
Senti como se estivesse numa imagem congelada de filme de comédia. Todos olhando, com aquela cara de: Puta que pariu, chega atrasada e ainda faz esse barulho, enfim...subi num pique a escada do teatro e mal via a hora de sentar e me fazer desaparecer.
Tudo bem, se eu não causasse, não seria eu.
Depois de escutar o restinho mortal do debate, a atrasada compra seu livro (todo mundo tinha o seu, bem, nem todo mundo) e leva ao mestre para a assinatura sonhada (exagerei né? já tenho uma coleção particular rsrsrs), mas isso não leva ao caso (não, eu não tenho caso com ninguém, ou tenho? já não sei mais).
Peguei o meu livro, me encaminhei à mesa e fui reconhecida como a Simone com S agora (das outras vezes eu era a Simone com E, para não confundir com SIMONI). Tá bom, queria poder dar um abraço, a mão para apertar, mas o meu grau de intimidade com ele não ultrapassou as linhas dos livros que ele escreve e eu leio. E eu fico meio besta perto dele, acho que a inteligência dele me constrange talvez. Me sinto menor e inferior, por não ter tanto conhecimento quanto o dele, mas o que importa nisso tudo!?
Demonstrar que por causa dele, eu fiz algo novo.
Fui à um lançamento de livro de pompa (pompa, palavra estranha)
Não teria ido há alguns anos, talvez voltasse da porta, mas encarei meus receios e estava lá, presente, numa hora importante para ele, para a família dele (o avô então é uma doçura de pessoa, estava bem coruja na fila atrás de mim...tá...eu deveria ter dado a minha vez para ele e para a vó né? eu juro que não tinha visto eles na fila, quando ele estava pegando meu livrinho, o Sr. se manifestou...como será que o vovô chama?)
Tá ficando longa essa minha demonstração de afeto né? nossa, será que isso pega?
terça-feira, junho 12, 2007
Dia dos Namorados
Tudo pra ser um dia lindo, até que não posso reclamar.Ganhei cartão virtual (não sei se fui a única), mas ganhei.
Recebi e mails carinhosos (não sei se fui a única, mas recebi).
Trabalhei muito, pensei em provas mal estudadas, estágios não realizados, falta de tempo, amor à distâncias, mensagens recebidas por várias mulheres no orkut desse amor que está longe.
Promessas, cobranças, responsabilidade.
Junte tudo isso, mais uma pitada de sono, de noite mal dormida e o resultado disso: cabelos em pé, mente confusa.
Mas enfim, sobrevivi mais este dia.
Amanhã parte dois; a missão: continuar e começar tudo de novo.
Ai meu santo Antônio
domingo, junho 10, 2007
Feliz
sábado, junho 09, 2007
quinta-feira, junho 07, 2007
Beijo
quarta-feira, junho 06, 2007
Seu abraço
segunda-feira, junho 04, 2007
Volta
A lua te trouxe de volta.As noites frias e sem brilho,
acabaram, a partir do momento em que a lua surgiu...
brilhando e renovando a minha esperança.
Sim, mágoas existem além das dúvidas,
não sei se você está sendo sincero,
ou se voltou para brincar comigo.
Darei um voto de confiança,
quando conseguir apagar,
as noites escuras em que me vi...
quando você partiu.
domingo, junho 03, 2007
Por trás
Escondida,por entre as letras de um fichário, agenda ou folhas soltas,
estou eu.
Esperando boas novas do céu.
Ao léu...
Me contentando com sorrisinhos amarelos,
com poucas palavras e seus olhares...
nem sempre para mim.
Me fazendo de forte, quando na verdade queria chorar,
jogar minhas idéias tão sonhadoras pro alto
e sumir.
Em outras horas reajo a tudo isso,
essa inércia e tento ser mais útil,
penso em tudo que você realiza na vida e me espelho em suas conquistas.
Sou um pouco de você.
Anna O

Lançamento do novo livro do escritor Ricardo Lísias " Anna O. e outras novelas"
Dia 13 de junho de 2007
Quarta-feira às 19 horas
Teatro da Livraria Cultura
Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2073
Haverá uma conversa entre os críticos Júlio Pimentel e Priscila Figueiredo com o escritor Ricardo Lísias antes do lançamento do livro.
Vale a pena comparecer.
sábado, junho 02, 2007
Tímida
Me vejo tímida na sua presença,consigo falar muito com você, mas...escondida atrás das teclas do computador,
por entre a minha agenda enquanto escrevo e te observo.
Basta um olhar mas intenso, uma aproximação e eu...
perco o rumo, tremo, me emociono.
Enquanto isso, todos acham loucura e me criticam.
E eu continuo.
quarta-feira, maio 30, 2007
Até quando
terça-feira, maio 29, 2007
Frio
sábado, maio 26, 2007
Cura
terça-feira, maio 22, 2007
Mais um texto de Lísias
ilustrações: www.marcosgaruti.comFicção Inédita
AEROPORTO DE CUMBICA, GUARULHOS, SÃO PAULO
por Ricardo Lísias
Sexta-feira, 23 de março de 2007. Às 9 horas da noite, avisei a funcionária da companhia, no guichê do check-in, que eu não tinha bagagem, apenas a mochila que poderia, como sempre, muito bem ir no compartimento interno, junto comigo. Ela concordou e pediu meu documento de identidade. Depois de digitar meu nome, forçou os olhos para enxergar direito a tela do computador e me avisou que a agência de turismo, sem motivo expresso, havia cancelado minha passagem. Como o erro não era da companhia aérea, ela não tinha o que fazer. Na verdade, mesmo se o equívoco tivesse sido deles, a menina também não iria fazer nada, mas pelo menos pediria desculpas antes de ouvir meus berros. Como nem ela nem a companhia tinham culpa, a moça me olhou com segurança e aconselhou-me a procurar uma funcionária da agência que passava o dia no aeroporto ouvindo reclamações das pessoas cujas passagens eram canceladas sem nenhuma explicação. Quando eu encontrei a tal funcionária, que tinha no máximo 16 anos e se fosse, portanto, ofendida por mim poderia recorrer ao Estatuto da Criança e do Adolescente - que protege as crianças e os adolescentes de agressões e situações vexatórias, mas não do trabalho infantil - para me colocar na cadeia, percebi que não ia adiantar nada gritar, coisa que eu nunca faço mesmo, pois prefiro simplesmente dar um murro no nariz de quem me aborrece demais, coisa que eu jamais faria com aquela menina, porque um murro apenas seria suficiente para matá-la e aí eu teria que passar muitos anos da minha vida na cadeia, que com certeza deve ser pior que os aeroportos brasileiros, muito embora eu já não possa dizer isso depois do apagão aéreo, porque o que me aconteceu no Aeroporto de Cumbica na noite supramencionada, cujo testemunho subscrevo e dou fé, muito embora todos vão achar que é coisa de ficcionista, já que eu sou de fato um, mas nunca jamais conseguiria imaginar uma coisa dessas. Pois bem, depois de ter certeza de que eu não gritaria com ela e muito menos daria um soco em seu nariz, a menina da agência foi até um lugar no Aeroporto de Cumbica onde só podem entrar pessoas autorizadas, o que significa que eu não posso entrar, até porque não fui autorizado nem a entrar no avião, muito embora a agência de turismo que me vendeu a passagem e que se diz a maior do país, coisa de que não duvido, tenha muito rapidamente autorizado a fatura da passagem no meu cartão de crédito, muito embora pretendesse depois cancelá-la, sem cancelar a fatura do meu cartão, naturalmente. Depois de um tempão, acho que uma hora, a menina saiu de lá de dentro desse lugar em que só entram pessoas autorizadas e me disse que a companhia, que é a maior do Brasil inclusive porque faz esse tipo de coisa com os clientes (cancela as passagens, mas não o pagamento), poderia marcar-me outra passagem para as 3h30 da manhã. Eu naturalmente aceitei porque não tinha alternativa, muito embora tivesse certeza de que a passagem das 3h30 da manhã custasse bem menos da que eu tinha comprado, e desse jeito a empresa vira mesmo a maior do Brasil. Quando eu disse isso à menina, ela deu alguns passos para trás, certa de que eu lhe daria um murro no nariz, muito embora eu jamais tivesse sequer cogitado fazer isso, porque eu iria matá-la e acabaria preso, e as cadeias no Brasil são realmente muito ruins. Enfim, para não fugir do assunto, declaro que fiquei até as 2h30 da manhã vagando no saguão do aeroporto, até que chegou a hora de entrar, mas então apareceu um grupo de gente que vinha quase correndo do outro lado do saguão, em direção ao lugar onde aquela primeira moça tinha me dito que minha passagem havia sido cancelada, e eles berravam "queremos avião! queremos avião!", e era isso mesmo que falavam, tive certeza depois que me concentrei para ouvi-los, o que afinal de contas não foi fácil, pois já era 2h30 da madrugada. Como eu queria a mesma coisa, pensei em entrar para o grupo, mas logo vi que eles queriam um avião para Recife, enquanto o meu deveria ir, se o bom Deus assim permitisse, para Salvador, que é um lugar muito bacana, conforme me disse o funcionário da agência de viagens que vendeu a minha passagem, cobrou, recebeu e depois cancelou tudo sem me avisar e muito menos devolver o dinheiro. Destarte, não me coloquei no meio daquelas pessoas, porque, se eu fosse parar em Recife, muito possivelmente meus problemas só aumentariam. Então o líder do grupo subiu no balcão da companhia e pediu organização para que eles pudessem quebrar tudo se o avião não aparecesse logo logo. Foi nessa mesma hora que as moças da companhia, ainda antes que dissessem que não tinham culpa, pularam para a outra ponta do balcão e saíram correndo. Claro que isso foi pior, porque tanto o líder quanto os liderados perceberam que com a fuga eles não teriam nem cartões de embarque para embarcar. Mas, então, logo depois elas voltaram acompanhadas de muitos homens que usavam terno e que tinham uma arma por baixo do terno e que eram da polícia e que elas achavam que eram lindos, sobretudo porque eles eram muito corajosos e com dois ou três berros colocaram a fila em ordem e até o líder ficou todo desenxabido porque viu que tinha perdido a liderança e isso realmente o aborrecia demais, muito embora estivesse com o vôo de fato garantido - ainda que isso no Brasil a gente nunca possa garantir, muito embora as empresas aéreas e as companhias de turismo sempre cobrem a passagem e nunca devolvam o dinheiro, ainda que o governo diga que isso não pode, não, muito embora todos saibam, até o próprio governo, que ninguém vai mesmo ouvir o governo, só quando aparecem os homens com terno que também estão com uma arma e aí eles então defendem alegremente o governo, muito embora quando chegar a vez deles o avião não vai sair do chão do mesmo jeito, muito bem feito para eles. Por falar nisso já estava na hora de entrar para a sala de embarque, e quando eu percebi me apressei, porque se eu perco a hora a companhia não vai me esperar, muito embora a própria companhia perca a hora absolutamente o tempo inteiro, mas isso porque eles têm o poder de chamar os homens de terno com armas e eu não. Então eu entrei na fila do detector de metais, e aí veio toda aquela gente que queria ir para Recife na mesma hora e fez a maior confusão agora na fila do detector de metais, e aí o líder perguntou quem eu era e eu respondi que não era passageiro do vôo dele e, portanto, não lhe devia satisfações e assim que ele ouviu isso começou ao mesmo tempo a organizar a fila e a me ofender, dizendo que eu não tinha consciência dos meus direitos e então eu que já estava furioso resolvi dar-lhe um murro no nariz, mas ele desviou e eu acertei bem no meio do rosto de um daqueles homens com terno que já tinham vindo organizar a fila do detector de metais, porque se alguém entrar ali com uma arma e não for um deles vai causar o maior prejuízo para as companhias aéreas e para o Estado, que afinal de contas são a mesma coisa. Mas o murro que eu dei nele foi tão forte que o homem caiu no chão e o líder do pessoal que acreditava que um dia conseguiria embarcar para Recife ficou impressionado e com certeza me consideraria seu herói se eu não tivesse logo pulado em cima do policial que estava caído - o que me qualifica como um covarde - e depois de dar mais uns bons murros no rosto dele, eu então pego a pistola do cara por baixo do terno e como eu sentia muita raiva atirei na cara do líder que pensava que iria voar para Recife, coitadinho, e aí eu também atirei no outro cara que estava vindo defender o amigo de terno que levou o terceiro tiro - e antes já tinha levado um monte de murros. Foi nessa hora que eu peguei o revólver do segundo (o que não tinha levado os murros, isso já está ficando confuso) e saí correndo em direção aos portões de embarque. No caminho peguei uma lança de um índio que estava querendo voltar para sua tribo e, como ele me pareceu reclamar demais, sentei-lhe uma pedrada na cabeça. Continuei correndo até chegar na minha cabana e ter tempo para acender uma fogueira e me proteger das onças que nos atacam à noite. Por fim, consegui dormir bem.
_____________________________________________________________RICARDO LÍSIAS É AUTOR DE, ENTRE OUTROS, DUAS PRAÇAS (EDITORA GLOBO, 2005)
AEROPORTO DE CUMBICA, GUARULHOS, SÃO PAULO
por Ricardo Lísias
Sexta-feira, 23 de março de 2007. Às 9 horas da noite, avisei a funcionária da companhia, no guichê do check-in, que eu não tinha bagagem, apenas a mochila que poderia, como sempre, muito bem ir no compartimento interno, junto comigo. Ela concordou e pediu meu documento de identidade. Depois de digitar meu nome, forçou os olhos para enxergar direito a tela do computador e me avisou que a agência de turismo, sem motivo expresso, havia cancelado minha passagem. Como o erro não era da companhia aérea, ela não tinha o que fazer. Na verdade, mesmo se o equívoco tivesse sido deles, a menina também não iria fazer nada, mas pelo menos pediria desculpas antes de ouvir meus berros. Como nem ela nem a companhia tinham culpa, a moça me olhou com segurança e aconselhou-me a procurar uma funcionária da agência que passava o dia no aeroporto ouvindo reclamações das pessoas cujas passagens eram canceladas sem nenhuma explicação. Quando eu encontrei a tal funcionária, que tinha no máximo 16 anos e se fosse, portanto, ofendida por mim poderia recorrer ao Estatuto da Criança e do Adolescente - que protege as crianças e os adolescentes de agressões e situações vexatórias, mas não do trabalho infantil - para me colocar na cadeia, percebi que não ia adiantar nada gritar, coisa que eu nunca faço mesmo, pois prefiro simplesmente dar um murro no nariz de quem me aborrece demais, coisa que eu jamais faria com aquela menina, porque um murro apenas seria suficiente para matá-la e aí eu teria que passar muitos anos da minha vida na cadeia, que com certeza deve ser pior que os aeroportos brasileiros, muito embora eu já não possa dizer isso depois do apagão aéreo, porque o que me aconteceu no Aeroporto de Cumbica na noite supramencionada, cujo testemunho subscrevo e dou fé, muito embora todos vão achar que é coisa de ficcionista, já que eu sou de fato um, mas nunca jamais conseguiria imaginar uma coisa dessas. Pois bem, depois de ter certeza de que eu não gritaria com ela e muito menos daria um soco em seu nariz, a menina da agência foi até um lugar no Aeroporto de Cumbica onde só podem entrar pessoas autorizadas, o que significa que eu não posso entrar, até porque não fui autorizado nem a entrar no avião, muito embora a agência de turismo que me vendeu a passagem e que se diz a maior do país, coisa de que não duvido, tenha muito rapidamente autorizado a fatura da passagem no meu cartão de crédito, muito embora pretendesse depois cancelá-la, sem cancelar a fatura do meu cartão, naturalmente. Depois de um tempão, acho que uma hora, a menina saiu de lá de dentro desse lugar em que só entram pessoas autorizadas e me disse que a companhia, que é a maior do Brasil inclusive porque faz esse tipo de coisa com os clientes (cancela as passagens, mas não o pagamento), poderia marcar-me outra passagem para as 3h30 da manhã. Eu naturalmente aceitei porque não tinha alternativa, muito embora tivesse certeza de que a passagem das 3h30 da manhã custasse bem menos da que eu tinha comprado, e desse jeito a empresa vira mesmo a maior do Brasil. Quando eu disse isso à menina, ela deu alguns passos para trás, certa de que eu lhe daria um murro no nariz, muito embora eu jamais tivesse sequer cogitado fazer isso, porque eu iria matá-la e acabaria preso, e as cadeias no Brasil são realmente muito ruins. Enfim, para não fugir do assunto, declaro que fiquei até as 2h30 da manhã vagando no saguão do aeroporto, até que chegou a hora de entrar, mas então apareceu um grupo de gente que vinha quase correndo do outro lado do saguão, em direção ao lugar onde aquela primeira moça tinha me dito que minha passagem havia sido cancelada, e eles berravam "queremos avião! queremos avião!", e era isso mesmo que falavam, tive certeza depois que me concentrei para ouvi-los, o que afinal de contas não foi fácil, pois já era 2h30 da madrugada. Como eu queria a mesma coisa, pensei em entrar para o grupo, mas logo vi que eles queriam um avião para Recife, enquanto o meu deveria ir, se o bom Deus assim permitisse, para Salvador, que é um lugar muito bacana, conforme me disse o funcionário da agência de viagens que vendeu a minha passagem, cobrou, recebeu e depois cancelou tudo sem me avisar e muito menos devolver o dinheiro. Destarte, não me coloquei no meio daquelas pessoas, porque, se eu fosse parar em Recife, muito possivelmente meus problemas só aumentariam. Então o líder do grupo subiu no balcão da companhia e pediu organização para que eles pudessem quebrar tudo se o avião não aparecesse logo logo. Foi nessa mesma hora que as moças da companhia, ainda antes que dissessem que não tinham culpa, pularam para a outra ponta do balcão e saíram correndo. Claro que isso foi pior, porque tanto o líder quanto os liderados perceberam que com a fuga eles não teriam nem cartões de embarque para embarcar. Mas, então, logo depois elas voltaram acompanhadas de muitos homens que usavam terno e que tinham uma arma por baixo do terno e que eram da polícia e que elas achavam que eram lindos, sobretudo porque eles eram muito corajosos e com dois ou três berros colocaram a fila em ordem e até o líder ficou todo desenxabido porque viu que tinha perdido a liderança e isso realmente o aborrecia demais, muito embora estivesse com o vôo de fato garantido - ainda que isso no Brasil a gente nunca possa garantir, muito embora as empresas aéreas e as companhias de turismo sempre cobrem a passagem e nunca devolvam o dinheiro, ainda que o governo diga que isso não pode, não, muito embora todos saibam, até o próprio governo, que ninguém vai mesmo ouvir o governo, só quando aparecem os homens com terno que também estão com uma arma e aí eles então defendem alegremente o governo, muito embora quando chegar a vez deles o avião não vai sair do chão do mesmo jeito, muito bem feito para eles. Por falar nisso já estava na hora de entrar para a sala de embarque, e quando eu percebi me apressei, porque se eu perco a hora a companhia não vai me esperar, muito embora a própria companhia perca a hora absolutamente o tempo inteiro, mas isso porque eles têm o poder de chamar os homens de terno com armas e eu não. Então eu entrei na fila do detector de metais, e aí veio toda aquela gente que queria ir para Recife na mesma hora e fez a maior confusão agora na fila do detector de metais, e aí o líder perguntou quem eu era e eu respondi que não era passageiro do vôo dele e, portanto, não lhe devia satisfações e assim que ele ouviu isso começou ao mesmo tempo a organizar a fila e a me ofender, dizendo que eu não tinha consciência dos meus direitos e então eu que já estava furioso resolvi dar-lhe um murro no nariz, mas ele desviou e eu acertei bem no meio do rosto de um daqueles homens com terno que já tinham vindo organizar a fila do detector de metais, porque se alguém entrar ali com uma arma e não for um deles vai causar o maior prejuízo para as companhias aéreas e para o Estado, que afinal de contas são a mesma coisa. Mas o murro que eu dei nele foi tão forte que o homem caiu no chão e o líder do pessoal que acreditava que um dia conseguiria embarcar para Recife ficou impressionado e com certeza me consideraria seu herói se eu não tivesse logo pulado em cima do policial que estava caído - o que me qualifica como um covarde - e depois de dar mais uns bons murros no rosto dele, eu então pego a pistola do cara por baixo do terno e como eu sentia muita raiva atirei na cara do líder que pensava que iria voar para Recife, coitadinho, e aí eu também atirei no outro cara que estava vindo defender o amigo de terno que levou o terceiro tiro - e antes já tinha levado um monte de murros. Foi nessa hora que eu peguei o revólver do segundo (o que não tinha levado os murros, isso já está ficando confuso) e saí correndo em direção aos portões de embarque. No caminho peguei uma lança de um índio que estava querendo voltar para sua tribo e, como ele me pareceu reclamar demais, sentei-lhe uma pedrada na cabeça. Continuei correndo até chegar na minha cabana e ter tempo para acender uma fogueira e me proteger das onças que nos atacam à noite. Por fim, consegui dormir bem.
_____________________________________________________________RICARDO LÍSIAS É AUTOR DE, ENTRE OUTROS, DUAS PRAÇAS (EDITORA GLOBO, 2005)
domingo, maio 20, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
Ausência
terça-feira, maio 15, 2007
Leve

Você sempre me chega
Leve,
sincero,
meigo e gentil...
me fazendo confidências,
lembrando tudo que passamos juntos,
nossos encontros e beijos,
aventuras.
Sempre carinhoso,
do mesmo jeitinho que conheci...
aquele dia no parque,
de bicicleta,
depois correndo na chuva e dela,
para então, nos entregarmos ao desejo
de ficarmos juntos.
O bom é que sempre nos renovamos
quando marcamos um encontro.
Começamos tudo de novo,
e de novo e de novo,
como se fosse a primeira vez....
segunda-feira, maio 14, 2007
Coisas simples

Fui questionada hoje sobre meu relato de solidão e a busca pelas formigas no chão.
Sim, elas eram minhas companheiras.
Hoje já não as observo mais.
Tenho talvez uma caneta, um papel, ou as teclas do computador.
Cresci e elas sumiram...nem são mais as minhas confidentes,
são raras as vezes em que as percebo no chão.
Quando baixo meus olhos, agora tristes, penso no vazio em que a minha vida se figura.
Não olho mais as pequenas coisas que me tiravam deste estado de tristeza,
estou mais fria, menos capaz de me desviar disso tudo.
Sou incapaz de percebê-las tão pequenas e presentes.
domingo, maio 13, 2007
Idéias
Agora, terei mais tempo para recolher as minhas idéias...transformá-las em realidade,
esquecerei as noites mal dormidas vendo a lua
e pensando em alguém que não merece nem ser lembrado
pelo nome.
Sim, as idéias foram abafadas pelo som de um coração em descompasso,
alienado e enganado.
Não mais agora, não por enquanto.
Não sei quando poderei voltar a este estado novamente...
No meu coração já não mando mais.
Trecho de blog...
Vale a pena ser lido.
CARTA ABERTA AOS HOMENS - Escrito por xico sá
Amigas, peço a devida licença para me dirigir exclusivamente aos meus semelhantes de sexo, esses moços, pobres moços, neste panfleto testosteronizado. Sim, amigas, esses seres que andam tão assustados, fracos e medrosos, beirando a covardia amorosa de fato e de direito.
Destemidas fêmeas, caso notem que eles não leram, não estão nem ai para a nossa carta aberta, recortem e colem nas geladeiras , tirem uma cópia e preguem no banheiro, na mesa do computador, na cabeceira, deixem esta crônica grudada na tv, mas não antes do futebol, pois há o risco de simplesmente ser ignorada, enfim, me ajudem para que esta minha carta aberta aos rapazes chegue, de alguma forma, ao alcance deles.
Amigos, chega dessa pasmaceira, chega dessa eterna covardia amorosa. Amigos, se vocês soubessem o que elas andam falando por ai. Horrores ao nosso respeito. O pior é que elas estão cobertas de razão como umas Marias Antonietas cobertas de longos e impenetráveis vestidos.
Cabróns, estamos sendo tachados simplesmente de frouxos, medrosos, ensaios de macho, rascunhos de homens, além de tolos, como quase sempre somos.
Prestem atenção, amigos, faz sentido o que elas dizem. A maioria de nós anda correndo delas diante do menor sinal de vínculo, diante da menor intimidade, logo após a primeira ou segunda manhã de sexo. O que é isso companheiros? Fugir à melhor das lutas? Nem vou falar na clássica falta de educação do dia seguinte.Ora, mandem nem que seja uma mensagem de texto delicada, seus preguiçosos, seus ordinários. O que custa um telefonema gentil, queiramos ou não dar seqüência à historia?!
Amigos, estamos errados quando pensamos que elas querem urgentemente nos levar ao altar ou juntar os trapos urgentemente. Nos enganamos. Erramos feio. Em muitas vezes, elas querem apenas o que nós também queremos: uma bela noite, ora direis, ouvir estrelas!
Por que praticamente exigimos uma segunda chance apenas quando falhamos, quando brochamos, algo demasiadamente humano? Ah, eis o ego do macho, o macho ferido por não ter sido o garanhão que se imagina na cama.
Sim, muitas querem um bom relacionamento, uma história com laços afetivos. Primeiro que esse desejo é legítimo, lindo, está longe de ser um crime, e além do mais pode ser ótimo para todos nós. Enquanto permanecermos com esse medinho de homem, nesse eterno e repetido “estou confuso” –“eu tô cafuso”, como dizia Didi Mocó!-, a vida passa e perdemos mil oportunidades de viver, no mínimo, bons momentos do gozo e felicidade possível. Afinal de contas para que estamos sobre a terra, apenas para morrer de trabalhar e enfartar com a final do campeonato?
Amigos, mulher não é para ser temida, é para nos dar o melhor da existência, para completar-nos, nada melhor do que a lição franciscana do “é dando que se recebe”, como cai bem nessa hora. Amigos, até sexo pra valer, aquele de arrepiar, só vem com a intimidade, os segredos da alcova, o desejo forte que impede até o ato que mais odiamos, a velha brochada da qual tratamos aí acima.
Rapazes, o amor acaba, o amor acaba em qualquer esquina, de qualquer estação, depois do teatro, a qualquer momento, como dizia Paulo Mendes Campos, mas ter medo de enfrentá-lo é ir desta para a outra mascando o jiló do desprazer e da falta de apetite na vida. Falta de vergonha na cara e de se permitir ser chamado de homem para valer e de verdade.
CARTA ABERTA AOS HOMENS - Escrito por xico sá
Amigas, peço a devida licença para me dirigir exclusivamente aos meus semelhantes de sexo, esses moços, pobres moços, neste panfleto testosteronizado. Sim, amigas, esses seres que andam tão assustados, fracos e medrosos, beirando a covardia amorosa de fato e de direito.
Destemidas fêmeas, caso notem que eles não leram, não estão nem ai para a nossa carta aberta, recortem e colem nas geladeiras , tirem uma cópia e preguem no banheiro, na mesa do computador, na cabeceira, deixem esta crônica grudada na tv, mas não antes do futebol, pois há o risco de simplesmente ser ignorada, enfim, me ajudem para que esta minha carta aberta aos rapazes chegue, de alguma forma, ao alcance deles.
Amigos, chega dessa pasmaceira, chega dessa eterna covardia amorosa. Amigos, se vocês soubessem o que elas andam falando por ai. Horrores ao nosso respeito. O pior é que elas estão cobertas de razão como umas Marias Antonietas cobertas de longos e impenetráveis vestidos.
Cabróns, estamos sendo tachados simplesmente de frouxos, medrosos, ensaios de macho, rascunhos de homens, além de tolos, como quase sempre somos.
Prestem atenção, amigos, faz sentido o que elas dizem. A maioria de nós anda correndo delas diante do menor sinal de vínculo, diante da menor intimidade, logo após a primeira ou segunda manhã de sexo. O que é isso companheiros? Fugir à melhor das lutas? Nem vou falar na clássica falta de educação do dia seguinte.Ora, mandem nem que seja uma mensagem de texto delicada, seus preguiçosos, seus ordinários. O que custa um telefonema gentil, queiramos ou não dar seqüência à historia?!
Amigos, estamos errados quando pensamos que elas querem urgentemente nos levar ao altar ou juntar os trapos urgentemente. Nos enganamos. Erramos feio. Em muitas vezes, elas querem apenas o que nós também queremos: uma bela noite, ora direis, ouvir estrelas!
Por que praticamente exigimos uma segunda chance apenas quando falhamos, quando brochamos, algo demasiadamente humano? Ah, eis o ego do macho, o macho ferido por não ter sido o garanhão que se imagina na cama.
Sim, muitas querem um bom relacionamento, uma história com laços afetivos. Primeiro que esse desejo é legítimo, lindo, está longe de ser um crime, e além do mais pode ser ótimo para todos nós. Enquanto permanecermos com esse medinho de homem, nesse eterno e repetido “estou confuso” –“eu tô cafuso”, como dizia Didi Mocó!-, a vida passa e perdemos mil oportunidades de viver, no mínimo, bons momentos do gozo e felicidade possível. Afinal de contas para que estamos sobre a terra, apenas para morrer de trabalhar e enfartar com a final do campeonato?
Amigos, mulher não é para ser temida, é para nos dar o melhor da existência, para completar-nos, nada melhor do que a lição franciscana do “é dando que se recebe”, como cai bem nessa hora. Amigos, até sexo pra valer, aquele de arrepiar, só vem com a intimidade, os segredos da alcova, o desejo forte que impede até o ato que mais odiamos, a velha brochada da qual tratamos aí acima.
Rapazes, o amor acaba, o amor acaba em qualquer esquina, de qualquer estação, depois do teatro, a qualquer momento, como dizia Paulo Mendes Campos, mas ter medo de enfrentá-lo é ir desta para a outra mascando o jiló do desprazer e da falta de apetite na vida. Falta de vergonha na cara e de se permitir ser chamado de homem para valer e de verdade.
Becos
Se a nossa mente pudesse registrar os significados de certos locais para nós, quando a gente é tão pequeno...tenho vários lugares favoritos, várias casas por onde passei,
adoro enigmas, cantos e antiguidades.
Talvez por isso a minha sensibilidade fosse maior nestes cantos.
Eles me traziam paz, calmaria, a que preciso agora, que me encontro desorientada.
Eram reais,
Talvez essa realidade é que me fazia sentir prazer em estar lá.
O medo da rejeição, a incerteza, dúvida e desconfiança me levam pra longe daqui.
Os becos sem saída, as crises de solidão, nada é mais importante quando se tem um lugar assim.
Que te acolhe, que esconde a sua mágoa, sua tristeza, sua revolta.
Me faltam hoje, lugares assim.
Talvez haja falta de tempo para reencontrá-los,
talvez eu esteja me deixando levar pela parte ruim de mim.
Preciso expôr, preciso me libertar dos meus medos de arriscar, de bater com a cara nas portas, de levar um não, de ser traída, ou atraída.
Quero me libertar de mim.
Mas eu não consigo, tudo conspira para que eu continue sendo essa pessoa.
Até que ponto eu me derrotarei?
até quando vou ser frágil?
sábado, maio 12, 2007
Tombos
Não fique pensando que um simples alguém vai me derrotar.
Já existiram outros, com vários nomes, crenças e idades e eu: depois dos tombos, me ergui e segui em frente.
Não é uma mentira capaz de me tirar do sério,
sou muito mais que um sentimento vazio.
Não minto, não invento, sou eu mesma.
Talvez isso incomode os mentirosos de plantão.
Por que talvez acreditem em suas mentiras, e isso é lamentável,
sinal de fraqueza humana, doença escondida.
A verdade é dura, mas é precisa.
Nada mais fácil que ser sincero, você ganha muito mais,
que iludindo, mentindo e fingindo ser o que nunca vai ser.
Alguém feliz, firme e digno de confiança.
Já existiram outros, com vários nomes, crenças e idades e eu: depois dos tombos, me ergui e segui em frente.
Não é uma mentira capaz de me tirar do sério,
sou muito mais que um sentimento vazio.
Não minto, não invento, sou eu mesma.
Talvez isso incomode os mentirosos de plantão.
Por que talvez acreditem em suas mentiras, e isso é lamentável,
sinal de fraqueza humana, doença escondida.
A verdade é dura, mas é precisa.
Nada mais fácil que ser sincero, você ganha muito mais,
que iludindo, mentindo e fingindo ser o que nunca vai ser.
Alguém feliz, firme e digno de confiança.
sexta-feira, maio 11, 2007
MENTIRAS
PENA QUE VI TARDE DEMAIS...ENFIM...QUE SIRVA DE EXEMPLO
Como escapar de mentiras virtuais. REVISTA TRIP
Cientistas gringos criam detector de mentiras especial para e-mails.
Enquanto a novidade ainda não é lançada em software, fizemos nossos testes e criamos nossas próprias técnicas antimentira
De: Nina Lemos
Para: Renata Leão
“Gata, mando hoje ainda. Tô acabando agora. Dando a última lida e cortando...”
Antes de tudo, uma explicação para os leitores e os meus chefes: eu, Nina Lemos, minto pouco, pouquíssimo. Tanto que, quando pensamos em publicar uma nota sobre como detectar mentiras em e-mails, fui até a minha caixa postal para procurar uma mensagem de gente mentindo pra mim e usá-la de exemplo. Não achei. Provavelmente, porque com o último pretê eu falava mais pelo MSN e com os meus amigos que mentem (Xico Sá, eu te amo) também.
E, entre os enviados, o único encontrado foi esse que abre a matéria, mandado para a minha editora Renata Leão.
Eu dizia que mandaria um texto naquele dia. E mandei no dia seguinte. Tá, eu acreditava mesmo que ia mandar... Mas, se não mandei, menti.
Mas se a Renata tivesse instalado em seu computador o programa de detecção de mentiras por e-mail, inventado por cientistas da Universidade de Cornell, nos EUA, poderia ter percebido que eu não mandaria.
Os cientistas dizem que os e-mails com mentiras têm mais palavras que os sinceros, pois os mentirosos criam todo um cenário para a mentira. Segundo eles, os mails com mentiras têm também palavras negativas, como “triste”, “estressado”, e termos de sentido, como “ver” e “tocar”.
Dá para fazer mais um teste: “Sim, vamos tomar um café dia desses, assim que eu estiver menos cansada (negatividade) e estressada com o trabalho (negatividade)”.
Essa é a transcrição de uma troca de MSN com um ex, que nunca vai me encontrar para tomar o tal café proposto por mim para acertar ponteiros e não ficar de inimigo. Analisando algumas mensagens, vimos que somos capazes de fazer um detector de mentiras mais completo. Dando uma olhada em meus scraps e na caixa postal, e lembrando trocas de MSNs, concluí que:
1_Mentiroso sempre pede desculpas. Exemplo, alguém que te deu um bolo fala. “Não fui porque fiquei trabalhando, desculpa.” Se era trabalho mesmo, pediu desculpa por quê?
2_Mentiroso sempre promete. Quem geralmente cumpre, não precisa prometer, certo? E eles sempre (escrevem). “Prometo tentar”, o que é o auge da não-promessa, do nada. O que é alguém prometer tentar, meus sais? Ou: “Eu vou, juro”. A gente não pediu pra jurarem nada, socorro!
3_Os mentirosos mais criativos se enrolam com as próprias mentiras e inventam histórias estapafúrdias: “Não fui porque saí com a Lara”. “Mas você não disse que ia sair com a Renata?” “Lara é o nome que uso para qualquer mulher.” “ Então Lara é a mesma coisa que pretê?” “É, claro.”
TENHO UM EXEMPLO BEM REAL E PRÓXIMO DE MIM INFELIZMENTE
Como escapar de mentiras virtuais. REVISTA TRIP
Cientistas gringos criam detector de mentiras especial para e-mails.
Enquanto a novidade ainda não é lançada em software, fizemos nossos testes e criamos nossas próprias técnicas antimentira
De: Nina Lemos
Para: Renata Leão
“Gata, mando hoje ainda. Tô acabando agora. Dando a última lida e cortando...”
Antes de tudo, uma explicação para os leitores e os meus chefes: eu, Nina Lemos, minto pouco, pouquíssimo. Tanto que, quando pensamos em publicar uma nota sobre como detectar mentiras em e-mails, fui até a minha caixa postal para procurar uma mensagem de gente mentindo pra mim e usá-la de exemplo. Não achei. Provavelmente, porque com o último pretê eu falava mais pelo MSN e com os meus amigos que mentem (Xico Sá, eu te amo) também.
E, entre os enviados, o único encontrado foi esse que abre a matéria, mandado para a minha editora Renata Leão.
Eu dizia que mandaria um texto naquele dia. E mandei no dia seguinte. Tá, eu acreditava mesmo que ia mandar... Mas, se não mandei, menti.
Mas se a Renata tivesse instalado em seu computador o programa de detecção de mentiras por e-mail, inventado por cientistas da Universidade de Cornell, nos EUA, poderia ter percebido que eu não mandaria.
Os cientistas dizem que os e-mails com mentiras têm mais palavras que os sinceros, pois os mentirosos criam todo um cenário para a mentira. Segundo eles, os mails com mentiras têm também palavras negativas, como “triste”, “estressado”, e termos de sentido, como “ver” e “tocar”.
Dá para fazer mais um teste: “Sim, vamos tomar um café dia desses, assim que eu estiver menos cansada (negatividade) e estressada com o trabalho (negatividade)”.
Essa é a transcrição de uma troca de MSN com um ex, que nunca vai me encontrar para tomar o tal café proposto por mim para acertar ponteiros e não ficar de inimigo. Analisando algumas mensagens, vimos que somos capazes de fazer um detector de mentiras mais completo. Dando uma olhada em meus scraps e na caixa postal, e lembrando trocas de MSNs, concluí que:
1_Mentiroso sempre pede desculpas. Exemplo, alguém que te deu um bolo fala. “Não fui porque fiquei trabalhando, desculpa.” Se era trabalho mesmo, pediu desculpa por quê?
2_Mentiroso sempre promete. Quem geralmente cumpre, não precisa prometer, certo? E eles sempre (escrevem). “Prometo tentar”, o que é o auge da não-promessa, do nada. O que é alguém prometer tentar, meus sais? Ou: “Eu vou, juro”. A gente não pediu pra jurarem nada, socorro!
3_Os mentirosos mais criativos se enrolam com as próprias mentiras e inventam histórias estapafúrdias: “Não fui porque saí com a Lara”. “Mas você não disse que ia sair com a Renata?” “Lara é o nome que uso para qualquer mulher.” “ Então Lara é a mesma coisa que pretê?” “É, claro.”
TENHO UM EXEMPLO BEM REAL E PRÓXIMO DE MIM INFELIZMENTE
quinta-feira, maio 10, 2007
Desânimo
Você nasce,
vai crescendo...feliz,
porque não entende o que é ser triste.
Com o passar do tempo,
voce se percebe diminuído,
sem chances, abatido...
cheio de incertezas e desiludido.
Por que crescer, quando é tão bom ser feliz?
Para que perder a inocência e ganhar a tristeza?
vai crescendo...feliz,
porque não entende o que é ser triste.
Com o passar do tempo,
voce se percebe diminuído,
sem chances, abatido...
cheio de incertezas e desiludido.
Por que crescer, quando é tão bom ser feliz?
Para que perder a inocência e ganhar a tristeza?
quarta-feira, maio 09, 2007
O valor das coisas
Sabe quando se tem um amor platônico e ele muda seu modo de agir, de pensar e e fazer a vida ficar mais fácil de ser vivida?
Pois é...de repente surge uma alternativa mais emocionante de amar e você acaba esquecendo o amor platônico, acha ele sem graça, repetitivo, enfim...quando se dá conta ele é alguém que poderia ter passado desapercebido.
Mas este amor inovador, esfria, muda o tratamento com você e quando vê está tomando pequenas doses de sumiço.
O que você faz? Pensa, se arrepia, se rasga toda e acha que o fim do mundo chegou.
Paremos para pensar: onde você estava até agora? caminhando sozinha não é? com suas pernas, com sua solidão...você vivia, não vivia? para que o lamento agora...
Deixa a vida te levar (como dizia a música) e não sofra.
Não por antecedência.
Ame o platônico, este pelo menos não sabe de nada e nunca fará nada que te aborreça.
Pois é...de repente surge uma alternativa mais emocionante de amar e você acaba esquecendo o amor platônico, acha ele sem graça, repetitivo, enfim...quando se dá conta ele é alguém que poderia ter passado desapercebido.
Mas este amor inovador, esfria, muda o tratamento com você e quando vê está tomando pequenas doses de sumiço.
O que você faz? Pensa, se arrepia, se rasga toda e acha que o fim do mundo chegou.
Paremos para pensar: onde você estava até agora? caminhando sozinha não é? com suas pernas, com sua solidão...você vivia, não vivia? para que o lamento agora...
Deixa a vida te levar (como dizia a música) e não sofra.
Não por antecedência.
Ame o platônico, este pelo menos não sabe de nada e nunca fará nada que te aborreça.
terça-feira, maio 08, 2007
Refúgios
Sempre que me via triste,escolhia um canto qualquer da minha casa
para me recolher com meus pensamentos
e tristezas.
Via umas formigas passarem pelo chão, seguia-as
imaginava o que estariam sentindo.
Quando percebia, minha tristeza, tinha ido embora.
Hoje, não tenho tempo para procurar as formigas,
sentar com elas e desabafar.
Guardo toda a minha tristeza e assim,
sigo com a minha vida.
Mal posso esperar para encontrá-las novamente.
domingo, maio 06, 2007
Tormento
Nós
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